Com falta de oferta de animais, arroba do boi aumenta 63% e chega a R$ 250

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print
Em 2015, o rebanho bovino fechou em 20,65 milhões de cabeças, conforme o Iagro
Em 2015, o rebanho bovino fechou em 20,65 milhões de cabeças, conforme o Iagro

A estiagem e a oferta restrita de gado no mercado fizeram o preço da arroba do boi subir 63% em um ano.

Em outubro do ano passado a arroba do boi custava R$ 153,97, enquanto neste ano a média supera os R$ 250. Com o aumento no preço pago ao produtor, toda a cadeia sofre o impacto. Para o consumidor, já impacta em alta de 43% nos cortes de primeira.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que a carne bovina subiu 43% em um ano.

Em setembro de 2019, a média de preços dos cortes bovinos como patinho, coxão duro e coxão mole era de R$ 19,98 o quilo. No mês passado, os mesmos cortes custavam R$ 28,62, em média – 43,24% a mais.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a oferta de animais segue restrita.

Além do boi gordo (que valorizou 63%), a arroba da vaca aumentou 65%. Em 2019 o preço média da arroba em outubro era de R$ 144 e em 2020 foi a R$ 237,50 .

“[A valorização] é em decorrência de dois principais motivos. Primeiro, por ainda estarmos no período de estiagem, quando a oferta, natural e historicamente, é menor. Segundo, devido à retenção de matrizes, ou seja, os produtores de cria estão destinando um volume menor de fêmeas ao abate esse ano. Todos os anos a estiagem influencia a dinâmica dos preços. Vale destacar que em 2020 a seca está relativamente mais severa”, explicou o gerente técnico do Sistema Famasul, José Pádua.