Projeto Biomas Pantanal cria alternativas ecológicas para a propriedade

Projeto Biomas Pantanal cria alternativas ecológicas para a propriedade

 

claudia rabello

Coordenadora executiva da iniciativa, pela CNA, Claudia Rabello. (Foto: Divulgação).

“O Projeto Biomas no Pantanal visa apresentar ao produtor rural alternativas para utilização da propriedade com enfoque no plantio de árvores, tanto para fins de preservação e conservação como para fins de comercialização”. A afirmação foi feita pela coordenadora executiva da iniciativa, pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Claudia Rabello, durante uma reunião realizada na última terça-feira, na sede do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

Durante o encontro, cujo propósito foi estudar o replanejamento do Projeto Biomas, Cláudia falou da importância da preservação aliada à produção para o bioma sul-matogrossense. “Queremos mostrar como o produtor pode usar a árvore para atender as regras do Novo Código Florestal ou para atender suas demandas. Além disso, o produtor vai ver o retorno econômico disso”.

Para a consultora técnica do Sistema Famasul, Daniele Coelho, o papel da instituição nesta nova fase do projeto é fundamental para aproximar a ciência ao setor produtivo de forma direta. “Pretendemos levar toda essa bagagem de pesquisa, tecnologia e estudo de viabilidade para os produtores rurais e assim otimizar tanto a preservação como a produção deste bioma tão particular do nosso Estado. Tratam-se de alternativas tanto de educação ambiental como de exploração sustentável dessa região”.

Para a pesquisadora da Embrapa Pantanal e coordenadora regional do Projeto Biomas, Cátia Urbanetz, a tendência é de intensificação das ações em 2016. “Atuamos com pesquisas voltadas para recuperação de áreas de pastagens degradadas usando espécies de pastagens nativas e exóticas e também com arbóreas nativas voltadas para utilização de madeira nas propriedades, além de ajudar com a reserva legal e de recuperação de áreas de preservação permanente”.

Segundo o professor da UEMS – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, membro do comitê gestor regional do projeto, Norton Hayd Rego, há um caminho a ser percorrido para que o planejamento funcione e a pesquisa científica chegue ao homem do campo. “Estamos testando dez espécies nativas do pantanal e este trabalho já tem resultado. Agora podemos fazer a melhor indicação de espécies que se adaptaram melhor ao bioma”, ressaltou.

O projeto de pesquisa realizado em parceria entre a CNA e a Embrapa nos 6 biomas brasileiros, com a missão de apresentar aos produtores rurais modelos de uso da árvore com fins econômicos e ambientais.

Para isso, são pesquisadas formas de uso da árvore, seja em Áreas de Preservação Permanente – APP, Área de Reserva Legal – ARL, ou mesmo em Áreas de Sistemas Produtivos – ASP. Os resultados de pesquisa poderão contribuir para futuras discussões visando ao aprimoramento da legislação ambiental brasileira.