Em Santarém é possível ver o encontro das águas barrentas do rio Amazonas com as azuis do Tapajós

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Encontro das águas do rio Amazonas com as do Tapajós em Santém. (Foto: banco de imagens/Embratur).

Às vésperas de completar 355 anos, Santarém, a Pérola do Tapajós, mostra que os anos ajudaram a moldar um roteiro incrível numa das mais antigas cidades da Amazônia. Comunidades tradicionais, rios e matas exuberantes; diversidade de peixe, pássaros e frutas; artesanato de grande inspiração, história e cultura formam o patrimônio turístico da região.

Da beira do cais, concorrido local para se ver o pôr do sol, é possível apreciar o encontro das águas barrentas do rio Amazonas com as azuis do Tapajós que nunca se misturam.  Em um tour cultural, a cidade oferece opções como o museu Dica Frazão, com suas vestimentas e objetos feitos a partir de materiais da floresta, e o Centro Cultural João Fona, um prédio de 1868, que guarda cerâmicas arqueológicas, resquícios das populações indígenas que habitaram a região.

As praias são também um forte atrativo da região de Santarém com destaque para o povoado de Alter do Chão, conhecido como o Caribe Brasileiro, por suas areias brancas e águas azul-turquesa.  Pertinho dali, em Belterra, a praia de Aramanaí, com estrutura de restaurantes, é outro lugar que merece citação. Para conhecer um pouco dos mais de 100 quilômetros de praias do rio Tapajós é só marcar a visitação para o período menos chuvoso (agosto a janeiro), porque no “inverno” muitas delas ficam submersas.

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Urucureá oferece ao Brasil e ao mundo uma cestaria colorida e sofisticada, produzida por um grupo de mulheres organizadas na cooperativa Turiarte. (Foto: Mtur).

Santarém é o tipo do destino que alimenta o ciclo virtuoso do turismo. Essa vocação pode ser conferida em uma visita às comunidades tradicionais que se espalham por unidades de conservação vizinhas à cidade. É o melhor jeito de conhecer o modo de vida do ribeirinho amazônico, andar em trilhas pelo meio da floresta e apreciar a comida à base de peixe, num local farto de rios que mais parecem o mar, como o Amazonas e o Tapajós.

Na Floresta Nacional do Tapajós, por exemplo, a comunidade Maguari, com cerca de 380 habitantes, administra pousada e fabrica artesanato a partir do látex, extraído ali mesmo e que se transforma em sandálias e bolsas, já exportadas até para a Europa. Além disso, extraem da mata ervas e óleos (copaíba, andiroba) que se transformam em anti-inflamatórios, repelentes e fluidos para massagens. Uma produção artesanal que gera trabalho e renda na localidade.

Se embrenhando pelo Rio Tapajós e afluentes, como o Arapiuns, se chega às comunidades de Anã e Urucureá. Na primeira, uma hospedaria, construída com apoio do Ministério do Turismo, é o ponto de convergência de projetos de produção associada ao turismo. O peixe, criado em tanques e que serviu de motivação para a implantação de uma fábrica de ração; as galinhas dos quintais de moradores, o mel das abelhas sem ferrão, alimentam o turista que chega ao vilarejo para vivenciar os povos da floresta.

Já Urucureá oferece ao Brasil e ao mundo uma cestaria colorida e sofisticada, produzida por um grupo de mulheres organizadas na cooperativa Turiarte. Elas vão a campo buscar a palha de Tucumã, palmeira nativa da Amazônia, e as plantas que dão um colorido vivo às mandalas, bolsas, cestos e objetos de decoração. Todo esse processo de produção virou atrativo turístico junto com a beleza cênica do trajeto que leva à comunidade.

 

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Casa feita para Henry Ford em Belterra. (Foto: Ascom/MTur).

BELTERRA

A história do ciclo da borracha no Brasil tem memória viva em Belterra, a cerca de 40 km de Santarém. É bonito de se ver o vilarejo de casinhas verdes e brancas, da década dos anos 30, onde o empresário americano Henry Ford alimentou o sonho de produzir látex para a fabricação de pneus. Ali, ainda se pode ver o bosque de seringueiras, o museu com equipamentos, mapas e fotos da época; e avistar a casa feita para Ford, na qual ele nunca pisou. Reza a lenda que tinha medo das doenças tropicais.