PIB de MS deve encolher R$ 1,9%; abaixo da média do Centro-Oeste

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Favorecido pelas exportações de celulose e carne, Mato Grosso do Sul deve aparecer entre os Estados com menor retração no PIB (Produto Interno Bruto) de 2015. É o que estima a pesquisada da AE Consultoria, divulgada na edição desta segunda-feira do Valor Econômico. A pesquisa aponta uma queda 1,9% nas somas das riquezas do Estado, se comparado a 2014. O índice fica abaixo da média nacional.

Manutenção das atividades do setor de celulose é um dos responsável pela queda abaixo da média do PIB de MS
Manutenção das atividades do setor de celulose é um dos responsável pela queda abaixo da média do PIB de MS

Os dados analisados para formar a estimativa do PIB, são baseados em pesquisas mensais de varejo (comércio e serviços), além de dados disponibilizados pelo Banco Central. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) só vai divulgar os dados oficiais de 2015 daqui há dois anos.

Entre as regiões, o Centro-Oeste teve queda de 3,8%, com maior destaque para a retração de Goiás, que chegou a 5,6%, enquanto no Distrito Federal foram 3% e no Mato Grosso 3,4%. Especialistas disseram à reportagem, que Mato Grosso do Sul se beneficiou com a desvalorização do real e as exportações.

“Há regiões mais voltadas para exportação, beneficiadas pela desvalorização cambial, como Centro-Oeste e Sul com relação a carnes, e a celulose mais no Mato Grosso do Sul”, disse o economista Rodrigo Miyamoto do Itaú Unibanco.

O Estado é um grande exportador dos dois produtos, carne e celulose. Nos dois primeiros meses deste ano, por exemplo, foram exportados US$ 215 milhões em celulose, o que representa aumento de 39% em relação ao ano passado. O produto lidera o ranking estadual.

A carne bovina aparece como o quarto produto mais exportado entre janeiro e fevereiro, com US$ 49 milhões, mas queda de 20% em relação a 2015. No segundo e terceiro lugar aparecem o milho e a soja, respectivamente. O primeiro com crescimento de 138% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Com informações do Valor Econômico