Cobrança pelo uso da água na indústria de Mato Grosso do Sul é debatida na Fiems

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Debate sobre uso e cobrança da água na Fiems. (Foto: Assessoria da Fiems).

Na manhã desta terça-feira (12) ocorreu em Campo Grande um debate sobre o gerenciamento de recursos hídricos e cobrança pelo uso da água em Mato Grosso do Sul, promovido pela Fiems (Feseração das Indústrias de MS).

O evento contou com a participação do presidente da Federação das Indústrias de MS, Sérgio Longen, do gerente-executivo de meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Shelley Carneiro, do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, de Percy Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos da CNI e do presidente do Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente da Fiems, Isaías Bernardini.

Em sua apresentação, o secretário Jaime Verruck, falou sobre o estágio de implementação da Gestão de Recursos hídricos no Estado. O titular da Semade e diretor presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Groso do Sul (Imasul) lembrou que a política estadual de recursos hídricos segue os mesmos princípios e diretrizes da política nacional. “A política nacional e a estadual têm por finalidade incentivar o uso racional e sustentável dos recursos hídricos. No Imasul, nós estamos atualizando e otimizando os estudos de disponibilidade e demandas hídricas da indústria, agricultura e população. Vamos ampliar o número de estações automáticas de medição de vazão, além de fazer campanhas de mobilização para atualização do cadastro, incentivar e cobrar dos usuários o uso racional dos recursos hídricos com a emissão de outorga e implementar a cobrança pelo uso de água”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, o grande desafio em relação aos recursos hídricos é criar regras claras para o uso da água, além de discutir e apresentar propostas que contemplem ações de desenvolvimento com o uso racional. “As ferramentas de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul passam pela água, então precisamos ampliar o debate desse assunto e discutir de forma pontual cada parte do país, porque cada Estado tem suas peculiaridades e precisa de um estudo com base técnica. Precisamos visualizar o hoje e também considerar como seria a utilização da água no futuro”, afirmou.

Shelley Carneiro, gerente-executivo de meio Ambiente e sustentabilidade da CNI, reforçou a importância da união entre sociedade e entes públicos e privados em torno do uso eficiente e racional da água. “Os desequilíbrios têm que ser gerenciados. Os custos ecológicos da utilização de toda água em qualquer sistema se torna mais evidentes e a demanda de água triplicou entre 1950 e 1990 e prevê-se que dobre em mais 35 anos”, disse.

Além do secretário Jaime Verruck, participaram do debate a procuradora jurídica da Semade, Senise Freire Chacha, o gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio Costa e Elisabeth Arndt, da Unidade de Gestão e Controle de Águas Superficiais do Instituto.