Coamo confirma indústria em Dourados em março

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Esmagadora de soja, com investimento de R$ 500 milhões, vai produzir óleo refinado e farelo

 

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Assenbleia da Coamo realizada dia 12 para tratar da apresentação do balanço de 2015. (Foto: Divulgação).

Dênes de Azevedo

José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, disse ao jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira, dia 15, que a implantação da indústria de processamento de soja em Dourados será discutida em março, durante assembleia. Ele afirmou que esta é uma das metas da cooperativa para 2016. As outras metas são a construção de uma fábrica de ração e abertura de três novos entrepostos de recebimento.

A fábrica de Dourados está estimada em R$ 500 milhões. Processará a soja comprada na região para produção, refino e envase de óleo e ainda a farelo. A empresa não confirma, mas segundo uma fonte do Indicador Econômico uma área de 100 hectares já foi comprada, à margem da BR-163, ao lado do Posto da Capela, na saída para Caarapó.

Será a segunda esmagadora de soja de Dourados. A Bunge já esmaga soja em Dourados para produzir óleo bruto e farelo há pelo menos 10 anos. Neste ano está investindo R$40 milhões na ampliação da fábrica, com geração de 50 empregos, diretos e indiretos. Com o investimento, a capacidade de esmagamento da fábrica passará de 1.500 toneladas por dia para 2.200 toneladas igualmente ao dia. Serão quase 700 mil toneladas por mês.

 

A Coamo

Maior cooperativa agrícola da América Latina, a Coamo, sediada em Campo Mourão (PR), fechou 2015 com o mais robusto faturamento de sua história. Favorecida pela escalada do dólar frente ao real, a receita da Coamo somou R$ 10,66 bilhões, alta de 22,8% ante 2014. Já as sobras (que correspondem ao lucro dos cooperados) somaram R$ 320 milhões, alta de 22,8% ante 2014. Parte das sobras (R$ 97 milhões) foi adiantada em dezembro, e o restante foi pago nesta semana.

O relatório da gestão e as demonstrações contábeis da Coamo foram aprovados pelos associados na tarde de sexta-feira (12) por ocasião da 46ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). Na oportunidade, eles reelegeram a diretoria para o mandato do período 2016/2020. Toda a diretoria, tendo o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, como presidente, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, como vice-presidente e Ricardo Accioly Calderari, como diretor-secretário, foi reeleita. A Coamo tem cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

O desempenho da Coamo no exercício de 2015 apresenta ativo total de R$ 8,19 bilhões e patrimônio líquido de R$ 3,66 bilhões, representando um crescimento de 17,0% e 16,4% respectivamente em relação ao ano anterior. Os principais índices foram: liquidez corrente 1,61, liquidez geral 1,42, margem de garantia 180,68% e o grau de endividamento 55,35.

Entre os principais fatos relevantes apontados pela diretoria da Coamo em 2015 destacam-se a entrada em funcionamento de um moderno moinho de trigo, inaugurações de várias unidades  e a venda de um milhão de sacas de milho para o Estado de Carolina do Norte nos Estados Unidos.

IMPACTO DO DÓLAR

“A valorização do dólar em 2015 foi o grande fator que impactou os preços dos produtos agrícolas, compensando e superando a baixa das cotações da Bolsa de Chicago. Enquanto essas cotações perderam 10% do valor, o dólar valorizou-se em 49%, deixando um saldo positivo da ordem de 39%. Este incentivo fez com que os produtores comercializassem boa parte do que tinham em mãos, tanto de soja como de milho”, explica Gallassini.

 

RECEBIMENTO

Em 2015 a cooperativa recebeu 7,04 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa um recorde de recebimento correspondendo a 3,4% da produção nacional de grãos. A produção foi entregue pelos cooperados em 112 unidades de recebimento de produtos com modernas e ágeis estruturas instaladas em 68 municípios nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A capacidade estática de armazenagem é de 4,98 milhões de toneladas a granel e 912,04 mil toneladas de ensacados.

 

EXPORTAÇÕES

As exportações dos produtos agrícolas industrializados e “in natura” foram de 3,49 milhões de toneladas, atingindo o valor de US$ 1,17 bilhão. Esta performance deu à Coamo a 27ª posição entre as maiores empresas exportadoras do Brasil e a 1ª empresa Paranaense e, de acordo com a Agência Marítima Cargonave, em 2015 foi maior empresa embarcadora de produtos no Porto de Paranaguá. Além destes volumes, foram comercializadas 733,44 mil toneladas de produtos destinados à exportação, no montante de R$ 689,07 milhões.

 

INDUSTRIALIZAÇÃO

No Parque Industrial da Coamo foram industrializados no ano passado um total de 1.596.941 toneladas de produtos agrícolas entre soja, trigo, café e algodão em pluma.

 

ALIMENTOS

O faturamento do setor atingiu o montante de R$ 790,11 milhões com a comercialização dos alimentos com as marcas Coamo, Primê, Anniela, Sollus e Dualis, compostos por óleo de soja refinado, margarinas, gorduras vegetais, farinhas de trigo e café torrado em grãos e moído. O advento do novo moinho de trigo ocorreram vários lançamentos de farinhas destinadas às indústrias transformadoras, além de misturas para pães.

 

IMPOSTOS E TAXAS

Em 2015 a cooperativa gerou e recolheu o montante de R$ 405,49 milhões em impostos, taxas e contribuições sociais, valor este 20,9% maior do que o ano anterior.

 

UM ANO PARA FICAR NA HISTÓRIA

“A semente plantada há 45 anos brotou, desenvolveu e continua crescendo a cada dia, o ano de 2015 entra na história da Coamo como aquele que, além de completar 45 anos, chegamos aos dois dígitos de bilhão no faturamento. Este sucesso e os bons resultados devemos à confiança e apoio dos mais de 28 mil associados nas suas operações com a cooperativa e a dedicação, comprometimento e profissionalismo dos nossos mais de 7 mil funcionários”, comemora Gallassini. (Informações sobre o balanço são da Assessoria da Coamo).