Centro Oeste é o segundo em prejuízo por falhas no fornecimento de energia elétrica

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rede energia-caida
Sistema precário de produção e distribuição de energia prejudica indústria brasielira. (Foto: Claudio Vaz / Agencia RBS).

Da Redação

De acordo com pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) a região Centro Oeste é a segunda do país em prejuízo na indústria por falhas no fornecimento de energia elétrica. Na região, 55% das empresas informaram que são afetadas pelo problema. A região Norte é a campeão com 69% de reclamações. Na sequência aparecem o Sudeste (49%), Sul (45%) e Nordeste (42%).

No geral a pesquisa mostra que 67% das empresas que utilizam a eletricidade como principal fonte em seu processo produtivo são impactadas de forma significativa em razão das interrupções no serviço. Os números apontam também que metade das empresas é afetada frequentemente (16%) ou eventualmente (34%) por falhas no abastecimento. Outros 44% se depararam com quedas de energia em “raras ocasiões” e apenas 4% responderam que nunca acontecem falhas.

“Para a indústria, o maior problema da queda de energia é a paralisação da produção. Dependendo do tipo de empresa e da linha de produção que ela tem, há perdas de matéria-prima, produtos e horas de trabalho. São prejuízos consideráveis, que acabam se revertendo em recursos”, destaca o especialista em Políticas e Indústria da CNI, Roberto Wagner Pereira.

 

SEGMENTOS

A indústria extrativa é o segmento atingido com maior frequência pelas quedas no fornecimento de energia. Segundo a pesquisa, 51% das empresas desse setor relataram prejuízos altos em decorrência das falhas do sistema. Na indústria de transformação, esse percentual recua para 35%, enquanto na construção fica em 14%. Já os setores nos quais as falhas causaram os prejuízos mais elevados são os de extração de minerais não metálicos (58% afirmaram que os prejuízos com as falhas são altos), de plásticos (55%) e de metalurgia (51%).

A pesquisa revela ainda que a eletricidade é a principal fonte de energia para 79% das empresas consultadas, seguida pelo óleo diesel (4%), lenha (3%) e gás natural (2%). Quando o assunto é preço, 93% das empresas que utilizam a energia elétrica como principal fonte de produção disseram ter notado a elevação do custo com energia, em 2015, enquanto 35% afirmaram que a alta na conta de luz impactou fortemente o custo de produção. Mais da metade (52%) tomou alguma medida para lidar com o aumento das tarifas no fim do ano passado, como a adoção de ações de eficiência energética, prática adotada por sete em cada dez empresas pesquisadas.

Na avaliação da CNI, a sociedade brasileira precisa adotar práticas perenes de uso racional da energia elétrica. O incentivo ao consumo responsável e a gestão transparente dos reservatórios devem ser prioridades na política nacional, uma vez que mais de 70% da matriz energética do país vem de fonte hídrica. Atualmente, a indústria responde por 38% do consumo total de energia elétrica no Brasil. O Ibope entrevistou 2.876 empresas – 1.143 pequenas, 1.070 médias e 663 grandes –, entre os dias 1º e 15 de outubro de 2015. (Com Assessoria da Fiems).