Celulose é líder absoluta nas exportações

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

celulose

Mato Grosso do Sul exportou US$ 5,217 bilhões (cerca de R$ 21,128 bilhões) em 2019, valor menor se comparado ao ano passado, quando o Estado faturou US$ 5,692 bilhões. Entre os produtos sul-mato-grossenses enviados para outros países, a celulose foi responsável por 37,95%, liderando como principal produto da pauta de exportação, seguida pela soja, que teve redução na participação, sendo responsável por 21,62%, e pela carne bovina, com 14,89% do total.

Os dados são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, compilados na Carta de Conjuntura elaborada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), e apontam que a celulose aumentou em 4,3% a venda externa, passando de US$ 1,897 bilhão em 2018 para US$ 1,980 bilhão neste ano. Em relação ao volume exportado, o aumento foi de 7,67%. Em 2018, o Estado enviou 3,931 bilhões de toneladas e em 2019 o número foi de 4,232 bilhões de toneladas.

As indústrias de papel e celulose do Estado se concentram, atualmente, em Três Lagoas. O cenário de exportações era completamente diferente há pouco mais de dez anos, quando foi inaugurada a primeira fábrica de papel e celulose de MS na cidade. Em 2019, o município foi responsável por 50,65% dos valores exportados por Mato Grosso do Sul entre janeiro e dezembro.

Para o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore-MS), Moacir Reis, as perspectivas são positivas para 2020. “O setor florestal tem contribuído muito para o agronegócio sul-mato-grossense e cada vez mais temos buscado compartilhar informações sobre a cadeia, mostrar os diferenciais do Estado e representar os produtores e consumidores de florestas plantadas. Precisamos ser mais competitivos, conquistar novos investidores e aproveitar todo o potencial do nosso Estado”, afirmou.

PRODUÇÃO

Atualmente, o Estado é considerado o segundo maior produtor de florestas plantadas de eucalipto do Brasil. Concentra grandes indústrias de papel e celulose e uma fábrica de MDF; as siderúrgicas estão retomando suas operações e há boas perspectivas para o futuro da cadeia de base florestal, conforme a Reflore-MS.

Mato Grosso do Sul se consolidará como polo de produção de celulose no País nos próximos anos. Somando as unidades fabris já em funcionamento em Três Lagoas e a nova fábrica que será instalada em Ribas do Rio Pardo, o Estado será responsável pela produção de 7,1 milhões de toneladas do produto.

Três Lagoas detém hoje o monopólio da produção de celulose no Estado. A Suzano tem, no momento, duas plantas em Três Lagoas; ambas foram construídas pela Fibria, empresa incorporada pela Suzano em abril de 2019 em um negócio de R$ 36 bilhões. As unidades da Suzano em Três Lagoas têm a capacidade de produzir 3,2 milhões de toneladas de celulose por ano, e 92% da produção é destinada ao mercado externo.

Enquanto isso, a unidade da Eldorado, também localizada em Três Lagoas, produz anualmente 1,7 milhão de toneladas de celulose. Já a nova fábrica da Suzano, que será instalada em Ribas do Rio Pardo, produzirá 2,2 milhões de toneladas do produto após o funcionamento.

“Recentemente, a Suzano anunciou a aquisição de 106 mil hectares de terra e a compra da licença de instalação de uma fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, com capacidade anual de até 2,2 milhões de toneladas, e a Eldorado Brasil está construindo uma usina de produção de energia limpa, a partir de tocos e raízes dos eucaliptos colhidos para a fabricação da celulose. Esses investimentos mudarão cada vez mais o panorama da região e transformarão a vida de muitas pessoas”, disse o presidente da Reflore.