Dólar cai 0,37% no 3º dia de queda e fecha a R$ 3,404, de olho em Renan

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07/12/2016

 

Moedas

Dólar Comercial: 3,4032 (compra) 3,4041 (venda) -0,37% (variação)

Dólar Turismo: 3,2300 (compra) 3,5700 (venda) -0,28% (variação)

Euro Comercial: 3,6542(compra) 3,6654 (venda) +0,1% (variação)

Libra: 4,2852(compra) 4,2879(venda) -0,78% (variação)

Guarani: 1.625 (compra) 1.700 – -0,77 (venda)

(Fonte: Uol e Cambios Chaco – fechado às 18h05)

 

Bolsa

Índice Bovespa fechou em +0,45% (61.361,75 ) nesta quarta-feira.

(Fonte: Uol)

 

Commodities

Soja: 74,50(BA) 73,61(GO) 73,35(MG) 72,35(MS) 70,25(MT) 66,50(PR) 70,47(RS)  71,40(SC) 7378(SP)

Milho: 44,50(BA) 34,05(GO) 37,87(MG) 28,67(MS) 25,68(MT) 29,88(PR) 35,52(RS) 37,05(SC) 34,85(SP)

Algodão: 79,55(BA) 61,95(GO) 87,19(MG) 68,00(MS) 83,55(MT)

Arroz: 50,00(BA) 68,00(MT) 69,33(PR) 48,85(RS) 59,48(SP)

Feijão: 241,00(BA) 210,98(PR) 216,00(RS) 197,50(SC) 183,19(SP)

 

Bovinos: 158,47(BA) 141,77(GO) 147,73(MG) 1354,88(MS) 126,93(MT) 149,96(PR) 4,87(RS) 157,71(SC) 150,00(SP)

Aves: 3,30(MG) 3,02(PR) 2,41(SC) 3,10(SP)

(Fonte: Agrolink – fechado às 17h45)

 

Petróleo (Brent): US$ 51,660 (-0,44%)

Ouro: US$ 1174,030 a onça-troy (-0,06%)

Prata: US$ 17,160 (-0,17%)

Platina: US$ 946,500 (+0,32%)

Paládio: US$ 736,000 (+0,26%)

(Fonte Uol – fechado às 17h59)

 

Índices

Salário Mínimo: R$ 880,00 (2016)

Global 40: +112,32

TR: +0,18%

CDI: +13,63%

SELIC: +13,75% (2/12)

IPCA: +0,26% (Out/16).

IPC-Fipe: +0,15 (Nov/16)

IGP-M: -0,03 (Nov/16)

INPC: +0,17 (Out/16)

(Fonte Uol)

 

UAM-MS (Unidade de Atualização Monetária de MS)

– Dezembro/2016: R$ 3,5407

– Novembro/2016: R$ R$ R$ 3,5361

– Outubro/2016: R$ R$ R$ 3,5350

– Setembro/2016: R$ R$ 3,5199

– Agosto/2016: R$ 3,5337

– Julho/2016: R$ 3,4770

– Junho/2016: 3,4381

– Maio/2016: R$ 3,4258

– Abr/2016: R$ 3,4111

– Mar/2016: R$ 3,3844

– Fev/2016: R$ 3,3334

– Jan/2016: R$ 3,3188

(Fonte Sefaz/MS)

 

UFERMS

– Dez/2016: R$ 24,39

– Out/2016: R$ 24,28

– Ago/2016: R$ 23,99

– Jun/2016: R$ 23,63

– Abr/2016: R$ 23,35

– Fev/2016: R$ 22,90

(Fonte Sefaz/MS)

 

 

ESTATÍSTICAS DA ECONOMIA AGRÍCOLA ANO BASE 2015

http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/Pasta%20de%20Dezembro%20-%202015.pdf

 

BALANÇA COMERCIAL DE MS

 

– Carta de Conjuntura Junho de 2016 – http://www.semade.ms.gov.br/wp-content/uploads/sites/20/2016/06/Setor-Externo-Junho-2016.pd

 

 

Dólar cai 0,37% no 3º dia de queda e

fecha a R$ 3,404, de olho em Renan

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (7) em queda de 0,37%, a R$ 3,404 na venda. É a terceira baixa seguida.

Com isso, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 1,97% na semana. No mês, tem alta de 0,5% e, no ano, perdas de 13,78%. Na véspera, a moeda norte-americana também havia caído 0,37%.

Influenciaram na sessão de hoje o cenário político, com o mercado à espera da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, e a atuação do Banco Central.

 

“O mercado está muito especulativo, volátil. Poucos dias atrás, o dólar estava em R$ 3,38, logo depois, encostou em R$ 3,45. Qualquer evento novo, o humor vira”, disse o diretor da mesa de câmbio da corretora Multi-Money, Durval Correa, à agência de notícias Reuters.

Hoje os investidores estavam mais tranquilos com o cenário político, após forte estresse na véspera. Na terça-feira, Renan se recusou a assinar a notificação da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, mas apresentou recurso contra a liminar.

A Mesa Diretora do Senado informou que não acatará a decisão liminar até que o plenário do STF se manifeste. O substituto imediato de Renan no comando da Casa é o primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que pertence a um partido de oposição ao governo de Michel Temer.

A preocupação dos investidores era de que a confusão pudesse atrapalhar a aprovação de medidas econômicas no Congresso, principalmente a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita os gastos públicos, prevista para a próxima semana no Senado.

Nesta sessão, o mercado se tranquilizou um pouco mais com a notícia, publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, de que teria sido fechado acordo entre o STF e o Senado que pode manter Renan na presidência da Casa e contornar a crise política.

 

Atuação do BC

O Banco Central fez novamente leilão de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, vendendo integralmente a oferta de 15 mil contratos para rolagem dos contratos que vencem em janeiro.

 

(Com Reuters)

 

Ilan sinaliza corte maior

da Selic ao citar economia fraca

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou nesta quarta-feira (7) a sinalização de que a intensidade do processo de afrouxamento monetário deve crescer em breve ao afirmar que o BC está sensível ao nível de atividade econômica e que a ancoragem das expectativas é o que abre espaço para flexibilização nos juros.

“Eu acho que em termos da ancoragem, na verdade uma reancoragem das expectativas, a gente avançou bastante. E isso vai se mostrar um benefício para frente”, disse.

“Uma vez que as expectativas estão ancoradas você pode ter flexibilidade de olhar como a atividade está te afetando”, completou ele, após destacar que o BC está sensível e atento à evolução da economia, que passa por recessão.

Segundo ele, a esperada estabilidade na economia não aconteceu no momento esperado e defendeu que a recuperação será “gradual” da atividade.

Pela ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na véspera, o BC revelou que discutiu aumentar o ritmo de cortes da taxa básica de juros na semana passada, com alguns dos membros do colegiado defendendo que a evolução favorável da inflação, a aprovação inicial de medidas fiscais e o ritmo fraco da economia justificariam movimento mais intenso de redução da Selic.

“Se o cenário do Copom estiver certo, se de fato caminhar na direção que se pensava, que é a direção dessas medidas que eu falei, provavelmente teríamos a intensificação da flexibilização, que seria uma continuidade dos passos atuais para um primeiro passo no ano que vem”, afirmou Ilan nesta quarta.

Na quarta-feira passada, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual pela segunda vez consecutiva, a 13,75% ao ano.

Ao ser questionado sobre as incertezas no ambiente político em café da manhã com jornalistas, Ilan afirmou que é preciso ter serenidade no momento e que o importante é ver as reformas sendo aprovadas.

“Em relação a se mudou nossa visão desde o comunicado, a ata, não mudou. Nós temos serenidade”, disse.

“A gente tem que olhar para frente de uma forma serena. O importante é que as reformas sejam aprovadas, o importante é que a inflação continue caindo, o importante é que as expectativas de inflação continuem ancoradas”, acrescentou.

 

dolar
Ainda há mais saída do que entrada de dólares no Brasil. (Foto: Divulgação).

Brasil registra ingresso

de US$ 3,8 bilhões em novembro

A entrada de dólares no Brasil superou a retirada de recursos em US$ 3,81 bilhões em todo mês de novembro, informou o Banco Central nesta quarta-feira (7).

Esse foi o segundo mês seguido de ingresso de divisas no país, uma vez que, em outubro, US$ 8,78 bilhões já tinham entrado na economia brasileira – fruto do processo de repatriação de recursos do exterior.

Os dólares ingressaram no país mesmo depois da vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, fenômeno que trouxe instabilidade aos mercados e, nos países emergentes, como o Brasil, provocou alta da moeda norte-americana e queda das bolsas. A vitória de Trump foi confirmada em 9 de novembro.

Nos dois primeiros dias úteis de dezembro, acrescentou a autoridade monetária, outros US$ 1,47 bilhão ingressaram na economia brasileira.

No acumulado de janeiro a 2 de dezembro, porém, ainda há mais saída do que entrada de dólares no Brasil. Neste período, US$ 1,69 bilhão deixou o Brasil, de acordo com o BC. Em igual período do ano passado, houve o ingresso de US$ 12,28 bilhões no país.

Impacto no dólar

A entrada de dólares em novembro favoreceria, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, o preço tende a cair. Em novembro, porém, o dólar registrou forte alta.

No fim de outubro, o dólar estava cotado a R$ 3,19 e, no fim de novembro, foi negociado a R$ 3,38, uma alta de 6,18%, a maior em mais de um ano. Veja a cotação

Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário eleitoral nos Estados Unidos, que gerou desvalorização das moedas das principais economias emergentes, entre elas o real.

Além disso, o cenário externo (com a previsão de alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com a expectativa da aprovação da PEC do teto de gastos), também influenciam as cotações.

 

 

Renúncias tributárias

chegarão a R$ 285 bi em 2017

Em meio ao forte processo de ajuste fiscal, as renúncias tributárias na economia brasileira somarão R$ 285 bilhões no ano que vem, equivalente a 4,2% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados da Receita Federal que ilustram ainda mais a dificuldade que o governo terá para colocar as contas públicas em ordem.

O número equivale ao crescimento nominal de 5,1% ante 2016 e é mais do que o dobro da meta fiscal do governo, de déficit primário de R$ 139 bilhões.

“Renúncias tributárias são naturais e comuns em qualquer economia. A dificuldade é dosar o nível ou o tamanho, e sobretudo ser eficiente e eficaz na definição de quem atender”, afirmou o pesquisador do Ibre/FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso. “Por certo, governos brasileiros passados exageraram e erraram em quem beneficiar”, acrescentou.

 

Da zona franca à cesta básica

A lista dos itens que compõe as principais renúncias é bastante variada. Em 2017, o topo da isenção terá como beneficiário as empresas que integram o programa Simples (R$ 82,9 bilhões), as companhias da zona franca de Manaus (R$ 25,6 bilhões) e as entidades sem fins lucrativos (R$ 24,5 bilhões).

Também estão nas primeiras colocações desoneração para a cesta básica (R$ 23,8 bilhões) e para folha de salários (R$ 17 bilhões). (Veja tabela abaixo)

“Há uma série de renúncias que podem ser reavaliadas”, afirma o economista da LCA Consultores, Braulio Borges. “Por exemplo, quando a desoneração da folha foi introduzida, o principal argumento da indústria era que o setor estava sofrendo com câmbio. Hoje, com o real mais desvalorizado, o contexto mudou e não existe mais a necessidade deste mesmo programa”, diz.