Salários de servidores públicos movimentam R$ 1,8 bilhão na economia de MS

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

salários_servidores

Os funcionários públicos de Mato Grosso do Sul receberão o 13º salário no dia 1º de dezembro, os da Prefeitura de Campo Grande, no dia 20 de dezembro.

Fora a gratificação natalina, os servidores receberão as folhas de pagamento de novembro e dezembro em um intervalo de pouco mais de 30 dias.

Somadas as três folhas de pagamento do Estado e da Capital, serão injetados R$ 1,89 bilhão na economia estadual.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) divulgou ontem as três datas em que serão depositados os pagamentos.

Os 79 mil funcionários públicos do Estado, entre ativos e inativos, escolheram, por maioria, o dia 1º de dezembro para receber a gratificação de Natal.

O pagamento de novembro será depositado no dia 27 de novembro, já a folha salarial referente a dezembro será paga no primeiro dia útil do ano que vem, dia 4 de janeiro.

Os três pagamentos representam um montante de R$ 1,5 bilhão pagos em 37 dias.

“Fizemos o dever de casa. Com ajuste fiscal e cuidado com as contas públicas, não deixamos o Estado sucumbir. Mantemos nossa capacidade de pagamento e planejamos a folha salarial. Isso é importante, porque dá previsibilidade ao servidor. Previsibilidade é tudo na vida financeira. Com ela, você gasta melhor. Agora, o servidor sabe em que dia terá dinheiro em mãos e poderá se planejar”, afirmou Azambuja.

A Prefeitura de Campo Grande tem 27 mil servidores, que mensalmente recebem R$ 130 milhões. Somadas, as três folhas devem injetar mais de R$ 390 milhões na economia da Capital.

Sobre as datas dos salários referentes aos dois últimos meses do ano, a prefeitura foi consultada, mas não houve retorno até o fechamento da reportagem.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, a prefeitura da Capital definiu em setembro a data em que funcionários terão acesso à gratificação de Natal.

“Será em parcela única em 20 de dezembro, já temos boa parte do 13° provisionado”, explicou o titular da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento (Sefin), Pedro Pedrossian Neto.

Além de funcionários públicos, os trabalhadores da inciativa privada recebem a gratificação natalina em uma ou duas parcelas até o dia 20 de dezembro.

São mais de 500 mil pessoas que fazem parte do mercado formal de Mato Grosso do Sul, conforme dados do Ministério da Economia.

Economia

O pagamento das folhas salariais de fim de ano do funcionalismo e o 13º dos trabalhadores assalariados da iniciativa privada movimentam diversos setores da economia, principalmente o comércio.

Segundo a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, todo recurso dinamiza a economia.

“Todo recurso que vem para a economia pode ser encarado de forma positiva, porque ele apresenta a possibilidade de um maior dinamismo. O próprio 13º salário foi criado com o intuito de oferecer aos trabalhadores um Natal e Ano Novo com uma movimentação de recursos maior. Essa é uma característica marcante do Brasil, em muitos outros países o 13º não existe. Sem dúvida nenhuma, qualquer injeção de ânimo nesse sentido é muito positiva, porque ainda temos um cenário muito conturbado. A intenção de consumo melhorou, os empresários estão com expectativas melhores, mas ainda temos a pandemia e uma economia que foi impactada pelos seus efeitos”, destacou Daniela.

A economista ainda ressalta que na iniciativa privada, os recursos devem ser menores. Com a Medida Provisória nº 936, trabalhadores tiveram salários e jornadas reduzidas ou suspensão de contratos.

Mais de 100 mil acordos dessa modalidade foram firmados em Mato Grosso do Sul. Todos os assistidos podem ter o 13º reduzido.

“A gente precisa ter um dinamismo maior [na economia], e o 13º traz essa possibilidade. Ainda que o montante possa ser menor que no ano passado, quando a gente pega a totalidade, esses recursos podem interferir, sim, na economia. Visto que a gente tem essa injeção de ânimo conjugada com essa ideia de apelo emocional, que foi intensificado com o distanciamento social, podemos ter pelos próximos meses uma movimentação financeira mais intensa”, concluiu Daniela.

Projeção