PREÇO DO OVO AINDA É ESTÁVEL

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ovos
Preço médio da dúzia do ovo em Dourados era R$ 4,73 em agosto do ano passado e no dia 4 deste mês era cotado a R$ 4,98. (Foto: Divulgação).

Dênes de Azevedo

 

O preço médio do ovo ao consumidor subiu 5% em Dourados em um ano. Depois de a dúzia do alimento ultrapassar os R$ 6 em alguns supermercados fechou o mês de julho ao máximo de R$ 5,98 e deve permanecer estável no Brasil, segundo analistas de mercado. Porém há uma preocupação com o alojamento de pintainhas, que tem caído por conta do preço do milho, e pode haver alta de preço do produto no futuro.

O preço médio (menor valor mais maior valor, dividido por dois) da dúzia do ovo em Dourados era R$ 4,73 em agosto do ano passado e no dia 4 deste mês era cotada a R$ 4,98, 5% mais cara. Os dados são da Pesquisa Mensal da Cesta Básica, feita pelo Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor).

O menor preço para a dúzia em agosto do ano passado era de R$ 3,49 e o maior R$ 5,98. Já na semana passada o menor preço era R$ 3,99 enquanto o maior permanecia R$ 5,98. Porém a variação de preço entre o menor e maior cai este ano, ficando em 49,87%. A variação em agosto do ano passado era de 71,35%. Esta tem sido uma tendência. Por conta da crise econômica a concorrência aumentou e a diferença de preços caiu.

Já com relação ao preço ao produtor nesta segunda-feira, houve manutenção nas cotações. A caixa de ovos brancos no mercado paulista continuou sendo comercializada ao preço médio de R$ 88,00 e os ovos vermelhos por até R$2,00 a mais por caixa.

De acordo com a Jox Assessoria Agropecuária, embora tenha havido boa movimentação no varejo, a reposição aconteceu normalmente. A produção atual atendeu a demanda existente e os preços permaneceram estáveis.

 

QUEDA NO ALOJAMENTO

Dados da Abpa (Associação Brasileira de Proteína Animal) indicam forte retração no volume de pintainhas de postura alojadas em junho no país. O volume ficou pouco acima dos 7 milhões de cabeças, quase um milhão a menos do que o alojado em junho do ano passado. O número alojado, mais exatamente 7,067 milhões de cabeças, representou retração mensal de 10,9% e anual de 12,3%.

A maior redução aconteceu no volume de pintainhas de postura para produção de ovos brancos que ficou em torno de 80% na média dos primeiros cinco meses de 2016 e, em junho, caiu para menos de 68%. Isso pode resultar em aumento de preço ao consumidor futuramente.

O baixo volume alojado em junho pode ser indicativo dos problemas causados pela alta expressiva no preço dos grãos que compõem a alimentação das aves. E que, segundo players do mercado, deverão permanecer em patamares de preços altos no decorrer deste segundo semestre. Se for confirmado, baixos alojamentos ainda podem ocorrer nos próximos meses. (Com Agrolink).