Comércio é quem mais desemprega na crise

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Dênes de Azevedo

 

Agropecuária e Serviços salvam o emprego em Mato Grosso do Sul nos primeiros três meses deste ano

 

Em Mato Grosso do Sul nos primeiros três meses deste ano o comércio é o setor que mais tem sofrido com a crise econômica. Somados os dados de janeiro, fevereiro e março o setor fechou 1.500 empregos formais no Estado. Apesar da crise no comércio, os Serviços, a Agropecuária e a Construção Civil geraram empregos e garantiram a criação no Estado de 1.148 postos de trabalho.

De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social), nos primeiros três meses do ano o setor de Serviços lidera, com 1.354 empregos formais criados (191 em janeiro, 376 em fevereiro e 787 em março). Os dados de março foram divulgados na sexta-feira, 22.

A Agropecuária é o segundo melhor setor, com criação de 1.048, sendo nenhum em janeiro, 664 em fevereiro e 384 agora em março. A Construção Civil vem a seguir, com 345 em janeiro, 568 em fevereiro e 21 em março, totalizando em 934. Apesar da queda agora em março, a Agropecuária fecha os três setores que geraram empregos. A partir daí, todas as outras áreas fecharam empregos.

A Administração Pública fechou dois empregos no período (-6, 7 e -3), os Serviços Industriais de Utilidade Pública 47 (-33, -27 e 13), a Extrativa Mineral 81 (-30, -32 e -19), a Indústria de Transformação 558 (-125, -244 e  -189) e o Comércio 1.500 (-505, -188 e -807, sendo o pior setor.

No geral, Mato Grosso do Sul criou 1.148 empregos formais no período. Em janeiro fechou 163 postos, mas criou 1.124 em fevereiro e 187 em março.

Em Dourados, por exemplo, o mais afetado é o comércio de rua, que corta empregos e chega a fechar lojas. Já no Shopping Avenida Center a maioria das empresas apresenta crescimento. Isso em função de que o atendimento é regional, onde a agropecuária é forte e continua bem, devido à boa produção e bons preços mantidos com o dólar em alta.

 

MUNICÍPIOS

Veja nos primeiros três meses do ano a situação dos municípios em relação à geração de emprego formal:

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Em cidades como Aquidauana, Maracajú e Amambai as demissões provocam impacto grande na economia local. (Foto: Agência Brasil).

1º – Três Lagoas: 485 (320, 120 e 45);

2º – Nova Andradina: 111 (97 e 20, -6);

3º – Sidrolândia: 52 (-48, 95 e 5);

4º – Coxim: 99 (39, 8 e -36);

5º – Rio Brilhante: 03 (-16, 56 e -37);

6º – Corumbá: 01 (1, -72 e 72);

7º – Naviraí: – 29 (10, 23 e -62);

8º – Paranaíba: -57 (104, -50 e -111);

9º – Dourados: -65 (-26, 121 e -160;

10º – Ponta Porã: -65 (-53, 35 e -47);

11º – Amambai: -99 (-85, 42 e -56);

12º – Maracaju: -149 (-95, 88 e -142);

13º – Aquidauana: -162 (-44, -80 e -38:

14º – Campo Grande: -541 (-251, 80, -370).

 

Os impactos mais negativos no dia a dia da população são em cidades menores, como Aquidauana, que tem população em torno de 50 mil habitantes, Maracajú, 45 mil, e Amambai, com 30 mil. Nestes casos as demissões são percebidas de imediato.

No caso de Campo Grande e Dourados, que são cidades maiores, o fechamento de empregos na proporção apresentada reflete muito pouco no dia a dia da cidade.

Com relação aos destaques positivos, Três Lagoas está contratando para as obras de ampliação nas indústrias de celulose. As novidades do ano são Nova Andradina, Sidrolândia e Coxim, que tem apresentado crescimento no emprego neste período de crise econômica. São cidades onde o setor de serviços está crescendo para atender a demanda local, no caso a agropecuária.