Com dívida de R$ 54 milhões, Bigolin entra em recuperação judicial

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Henrique de Matos

A Vara de Falências e Recuperações Judiciais de Campo Grande aceitou na semana passada o pedido de recuperação judicial do grupo Bigolin, um dos maiores no setor de material de construção em Mato Grosso do Sul. A empresa, que possui uma loja em Dourados desde 2005, alega possuir uma dívida de R$ 54 milhões.

A marca atua há 34 anos no Estado e tem unidades espalhadas também por São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O processo de recuperação judicial afeta as cinco empresas que compõe o grupo e está sendo encaminhado pela ERS Consultoria e Advocacia.

Em Dourados, Bigolin já reduziu o quadro de funcionários e demitidos já esperam há 4 meses para receberem rescisão
Em Dourados, Bigolin já reduziu o quadro de funcionários nos últimos meses e demitidos já esperam há 4 meses para receberem rescisão – Foto: Henrique de Matos

A dívida de R$ 54,780 milhões inclui bancos, fornecedores e ex-funcionários. De acordo com os advogados, o mercado está tomando conhecimento agora da decisão da empresa, que tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial.

Em virtude da crise que assola a empresa, a Bigolin tem enfrentado dificuldades até mesmo para honrar compromissos com funcionários. Em Dourados, houve uma redução do quadro de empregados nos últimos meses, com a demissão de pessoal após sucessivos meses de atraso salarial. Alguns funcionários demitidos também alegam dificuldade para receber a rescisão contratual, sendo necessário recorrer à Justiça do Trabalho para tentar reaver os direitos. Nestes casos,a espera para receberem a rescisão trabalhista já ultrapassa quatro meses.

Conforme informações do processo que tramita em Campo Grande, há três anos a empresa começou a sentir os efeitos do mercado desaquecido, e foi quando a concorrência aumentou, a demanda caiu, houve redução de investimentos em moradia e as margens de lucro baixaram.

A Bigolin nasceu em 1955 no Rio Grande do Sul, mas foi em 1982 com a inauguração da matriz em Campo Grande que se tornou um grande grupo. De lá para cá os negócios foram expandidos para o interior e estados vizinhos, até o início da crise econômica em 2013.