Retração de oferta eleva em 24,5% preço do leite em MS

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Mato Grosso do Sul ocupa a 15ª posição no ranking nacional de captação de leite
Mato Grosso do Sul ocupa a 15ª posição no ranking nacional de captação de leite

A valorização do preço do leite em Mato Grosso do Sul atingiu 24,5% em março deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. O dado é do Informativo Casa Rural, elaborado pelo Departamento de Economia do Sistema Famasul  – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, apontando que o maior argumento para o incremento da matéria-prima é a retração da oferta.

“Em março a cotação do leite padrão atingiu uma média de R$ 0,9269 o litro, enquanto que, no ano passado, a bebida foi negociada a R$ 0,7442, sendo uma diferença considerável”, reforça a analista econômica do Sistema Famasul Eliamar Oliveira. De acordo com os dados do Informativo Casa Rural, em relação ao mês de fevereiro deste ano o incremento contabilizado é de 8,9%, quando o produtor conseguia negociar o leite a R$ 0,8504. Para abril, a projeção é de alta por conta das perspectivas de manutenção de oferta restrita da matéria-prima tendo em vista o início da entressafra.

Segundo as informações do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, Mato Grosso do Sul ocupa a 15ª posição no ranking nacional de captação de leite. A produção estadual caiu 19% entre 2015 e 2016, considerando o primeiro trimestre, saindo de 95,5 para 77,2 milhões de litros. “O cenário de oferta menor já é vivenciado desde 2015, ano em que o produtor não foi bem remunerado. Os baixos preços recebidos certamente impossibilitaram novos investimentos na atividade inviabilizando aumento da produção. Aliado a isso há também a pressão de alta nos custos de produção, os insumos estão mais caros, a exemplo do milho que teve seu preço acrescido em 83%”, reforça Eliamar.

Para a analista, outro fator, não menos importante, é o clima, segundo os dados do Cemtec- MS  – Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul o estado registrou volumes pluviométricos menores para os meses de fevereiro e março, prejudicando a qualidade das pastagens. “Os principais gargalos da cadeia produtiva estão relacionados à questão fiscal, diante da elevada carga tributária para os produtos industrializados; ao volume de produção; à logística e à infraestrutura”, reforça a especialista. Em Mato Grosso do Sul o volume produzido é baixo, explica Eliamar, o que encarece o transporte e inviabiliza ao setor industrial maximizar o uso de sua capacidade instalada.