PRODUTORES DEVEM SE ATENTAR À ERVAS DANINHAS

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A buva e o capim amargoso são os invasores mais comuns no Estado e se caracterizam por serem extremamente agressivos e de difícil controle. (Foto: Divulgação).
A buva e o capim amargoso são os invasores mais comuns no Estado e se caracterizam por serem extremamente agressivos e de difícil controle. (Foto: Divulgação).

Com o plantio da próxima safra de soja já liberado em Mato Grosso do Sul, os produtores da oleaginosa devem se atentar à presença de plantas daninhas nas lavouras. A buva e o capim amargoso são os invasores mais comuns no Estado e se caracterizam por serem extremamente agressivos e de difícil controle. Em caso de manejo inadequado, essas plantas acabam competindo espaço com a cultura da soja, o que pode gerar perda significativa de produtividade.

O pesquisador da área de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, alerta que neste ano, as plantas daninhas podem surgir junto com o plantio da soja, diferentemente do ano passado, onde algumas propriedades rurais já apresentavam buva instalada antes da semeadura.

Por conta da seca e do inverno muito seco, a dinâmica da buva ficou bastante atrasada, então as plantas estão começando a surgir neste período. “Já o capim amargoso está disseminado em praticamente todas as áreas do Estado. Como é uma planta que forma touceira, e passa de um ano para o outro, a tendência é que elas continuem nesta safra”, alega.

Para não prejudicar a produção da soja, o produtor precisa ficar atento antes de começar o plantio. Quanto mais cedo for feita a aplicação dos herbicidas para combater as plantas daninhas, melhor. “A sugestão é que o uso dos produtos químicos seja feito quando a buva estiver com altura de 10 a 15 centímetros, e no caso do capim amargoso, com 20 centímetros. Dessa forma, os herbicidas tendem a apresentar eficácia mais elevada, o que reduz o problema de competição com a soja”, orienta o pesquisador.

O manejo correto e as aplicações sequenciais nos intervalos adequados são fundamentais para evitar problemas durante a safra. “Manejar essas plantas daninhas em período de pós-emergência da soja é muito mais difícil, pois não há muitas opções de herbicidas que sejam seletivos a cultura e isso pode causar efeito negativo”.

Então, a principal recomendação para o agricultor é semear “no limpo”. “É importante fazer todas as ações possíveis, seja por herbicidas ou métodos culturais, como a roçada em plantas daninhas, pra fazer a semeadura da soja no limpo. Plantas como buva e amargoso, são controladas na pré-semeadura da soja, e não em pós-emergência”, esclarece.

 

Dados

Conforme levantamento divulgado pelo SIGA/MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), ferramenta gerenciada pela Aprosoja/MS, a área disponível para o plantio da oleaginosa subiu 4% nas duas últimas safras, saindo de 2,8 para 3 milhões de hectares, com produtividade prevista em 59,2 sacas por hectare. A previsão para a próxima safra é a produção de 10 milhões de toneladas do grão em Mato Grosso do Sul.