MS colhe 72% da área de soja e mantém estimativa de 7,4 mi de t

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Os agricultores de Mato Grosso do Sul colheram até o dia 11 de de março, 72,8% dos 2,4 milhões de hectares cultivados com soja no estado. Apesar dos problemas climáticos, que ocasionaram perdas de até 40% em pelo menos um município, a Associação dos Produtores da oleaginosa (Aprosoja/MS) ainda projeta uma safra recorde de 7,4 milhões de toneladas do grão.

Colheita da soja avança no Estado; em algumas regiões mais de 72% das lavouras da oleaginosa já foram colhidas
Colheita da soja avança no Estado; em algumas regiões mais de 72% das lavouras da oleaginosa já foram colhidas

Segundo a Aprosoja/MS, dados apurados pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), indicam que a colheita da safra atual continua atrasada quando comparada a evolução das últimas três temporadas. Em relação ao ciclo anterior, por exemplo, o retardamento é de aproximadamente 14%.

A entidade aponta que condições climáticas desfavoráveis afetaram todo o ciclo de produção da oleaginosa. Primeiro foi a estiagem em outubro de 2015, época da semeadura, que forçou muitos produtores a aguardarem a chuva e a melhoria da umidade do solo para o plantio. Depois foi o excesso de chuva, entre dezembro e fevereiro, o que alagou muitas áreas, provocando, inclusive,  perdas, além de favorecer o desenvolvimento de doenças nas lavouras.

O grande volume de chuvas, além disso, também afetou a infraestrutura logística, as estadas e pontes, utilizadas pelos produtores para chegar até as lavouras, o que dificultou o manejo adequado das áreas cultivadas e retardou o início da colheita, além de estar afetando neste momento, o escoamento da produção nas áreas onde o trabalho já foi realizado.

De acordo com a Aprosoja/MS, até o dia 11, as regiões sudeste e sudoeste do estado estavam com a colheita mais adiantada, com média de 81,6% das áreas cultivadas, enquanto que o norte e o centro  seguiam em rimo mais lento, com 51,8%. O município de Douradina era mais avançado no procedimento, com percentual, até aquela data, de 98% do total.

Perdas

Segundo a Aprosoja/MS, dos 35 municípios analisados pelo Siga, nove já contabilizavam perdas nas lavouras de soja em razão do excesso de chuva. Os índices variam de 10% a 40%, sendo este percentual maior registrado em Maracaju, justamente o maior produtor do grão em Mato Grosso do Sul.


Fonte: Agrodebat