Dos dez produtos mais exportados pelo Brasil, sete são do agronegócio

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soja no navio-foto-exame
Soja em grão aparece como o principal produto exportado, com volume de US$ 13,9 bilhões (+11%). (Foto: Revista Exame).

No primeiro semestre de 2016, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 23,6 bilhões, resultado dez vezes maior sobre o obtido no mesmo período do ano passado (US$ 2,2 bilhões).

Apesar do resultado positivo no saldo da balança, o comércio externo do país tem apresentado forte desaceleração. Houve queda de US$ 29,6 bilhões na corrente de comércio do Brasil e retração de 4,3% nas exportações, conforme informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo tem destacado o comércio internacional como uma prioridade para a recuperação econômica do país. O agronegócio tem sido o setor que mais contribuiu para o saldo comercial positivo nos primeiros seis meses de 2016. O destaque pode ser observado na composição dos 10 principais produtos brasileiros exportados no período.

No primeiro semestre de 2016, esses produtos trouxeram ao Brasil US$ 41,6 bilhões em receita, 46% do valor total. Dentre esses, sete são do agronegócio, US$ 29,9 bilhões (33,2%) do total das exportações brasileiras.

No período, os destaques do agronegócio foram:
•   Soja em grão, US$ 13,9 bilhões (+11%), aparecendo como o principal produto exportado;
•   Açúcar em bruto, US$ 3,1 bilhões (+19%), em 4º;
•   Celulose, US$ 2,7 bilhões (+7%), em 7º,
•   Carne bovina, US$ 2,2 bilhões (+6%), em 8º.

O crescimento das exportações de soja em grão tem sido puxado, principalmente, pelo aumento das importações chinesas. A demanda mundial pela oleaginosa está aquecida em consequência das perdas ocorridas nas safras do Brasil e Argentina, que geraram uma expectativa de baixa disponibilidade na próxima safra, estimulando sua compra no mercado internacional.

O aumento das exportações de açúcar também é influenciado pela valorização do preço mundial da commodity, devido a menor oferta e o aumento da demanda, o que deve gerar um déficit no ciclo atual. Outro fator que incentivou o crescimento dos preços foi a recente desvalorização do dólar em relação a moedas dos países produtores.

Apesar do menor crescimento da economia chinesa, a demanda por carne bovina de alta qualidade naquele país deve continuar aquecida no segundo semestre. Isso ocorre por que esse tipo de corte é demandado por consumidores de maior renda, que são menos influenciados pela desaceleração econômica.

A China, segunda maior economia mundial, foi o principal destino das exportações do Brasil no primeiro semestre de 2016, com receita de US$ 11,4 bilhões (17,2%). O país continua tendo um papel fundamental na balança comercial brasileira, principalmente em relação a demanda por produtos agropecuários. (Fonte: Datagro).