Diferença entre carne suína e bovina é a menor dos últimos 10 meses

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Carcaça casada bovina acumula desvalorização de 0,43%, enquanto carne de porco é valorizada. (Foto: Divulgação).

A diferença de preços da carcaça bovina e da suína no atacado da Grande São Paulo é a menor dos últimos dez meses, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Nesta terça-feira (9/8), o preço do quilo da proteína bovina era R$ 3,26 maior que o do concorrente, mas R$ 0,02/kg abaixo da diferença registrada em outubro de 2015, de R$ 3,28 o quilo. Isto se deve à queda recente dos preços da proteína do boi e do aumento dos valores das carnes concorrentes.

Este indicador aponta para uma melhora da competitividade da carne bovina, o que tradicionalmente impulsionaria sua venda. No entanto, o consumo segue fraco. “Ainda que apresente maior competitividade, as vendas da carne de boi estão lentas no mercado atacadista da Grande São Paulo, cenário que mantém enfraquecida a cotação”, afirma o Cepea.

A análise do centro de pesquisas é de que a competitividade também melhorou em relação à carne de frango. Nessa terça-feira, o frango congelado foi negociado a R$ 4,47/kg. Com isso, a carcaça bovina era apenas R$ 4,83/kg mais cara. Com exceção de julho deste ano, quando a diferença foi um pouco menor, de R$ 4,62/kg, a bovina registra a maior competitividade frente à substituta desde 24 de outubro de 2014 (de R$ 4,58/kg).

Na parcial de agosto (entre 29 de julho e terça-feira), a carcaça casada bovina acumula desvalorização de 0,43%. A carcaça suína comum se valorizou 12% e o frango congelado, 10,3%. Sobre o suíno, o Cepea afirma que a alta é sustentada pela baixa oferta de animais para abate e pela maior demanda, favorecida pelas temperaturas mais amenas e recebimento de salários. Para o frango, há o aumento do custo de produção (preço mais alto do milho) e reduzida oferta de animais. (Fonte: Estadão Conteúdo).