Agronegócio é o caminho para superar a crise em MS

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Base da economia de Mato Grosso do Sul, o agronegócio não parou durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Sem registrar perdas e com bons números, o setor produtivo do Estado será um aliado importante para atenuar os impactos econômicos.

Os dados divulgados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) apontam produção recorde de soja na safra 2019/2020.

Na anterior, foram produzidas 9,9 milhões de toneladas da oleaginosa, e nesta safra o número chega a 11,328 milhões toneladas. Já o preço médio da saca de 60 kg de soja teve valorização de 25,80% em relação ao mesmo período do ano passado. Em abril deste ano, o preço médio ficou em R$ 83,96 por saca, enquanto em 2019 a oleaginosa havia sido cotada, em média, a R$ 66,74.

O preço da saca do milho teve aumento de 65,79%. Em abril deste ano, é comercializada a R$ 47,17, em média, e em 2019 o cereal havia sido cotado a R$ 28,45.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul (Semagro), Jaime Verruck, confirma a atuação positiva dos produtos do agro, mas pontua que a economia não vai voltar à total normalidade. “Neste momento, a gente acredita que o agronegócio é o setor que consegue dar um impulso na economia, manter a atividade, mas não é um ‘céu de brigadeiro’. Nós temos de ter uma série de cuidados”.

Segundo o gerente-técnico da Famasul, José Pádua, neste momento de incertezas, a agropecuária segue garantindo a segurança alimentar no País. “Sem dúvida, a continuidade da produção e a garantia do seu processamento e distribuição são essenciais para amenizar os impactos sociais e econômicos do atual cenário global”, disse.

Para a economista Adriana Mascarenhas, o setor não pode parar porque o impacto será ainda maior. “É o setor que menos está sendo impactado com tudo isso, porque não parou, e sem dúvidas está contribuindo para segurar a economia. A maioria das indústrias que estão instaladas aqui é agroindústria e está funcionando”, reforçou.

BALANÇA COMERCIAL

A balança comercial do Estado apresentou um superavit de US$ 493 milhões em março, tendo como principais itens na pauta de exportação a celulose, a soja, a carne bovina, a carne de aves e o milho, com destaques positivos para o minério de ferro, o algodão e o açúcar.

Conforme as informações divulgadas na carta de conjuntura do setor externo da Semagro, o resultado das vendas externas no primeiro trimestre de 2020 foi 23,26% inferior ao verificado de janeiro a março de 2019, mas a taxa de câmbio favorável ajudou a amenizar os efeitos desfavoráveis à exportação diante dos efeitos da pandemia na economia.

A celulose apareceu como primeiro produto na pauta de exportações, com 39% do total exportado em termos do valor, e com diminuição de 22,12% em relação ao mesmo período no ano passado. Em relação ao volume houve queda de 9,06%.

O titular da Semagro, Jaime Verruck, explicou ao Correio do Estado que a redução do envio de celulose ao exterior foi causada pela suspensão da compra pela China. “No atual momento, os chineses têm buscado uma recomposição de estoques. Continuamos monitorando as operações. A soja está favorável de preço. A celulose ainda não fez uma recuperação internacional do preço, mas o câmbio favorece a exportação”.

EMPREGOS

Outra influência positiva do setor em Mato Grosso do Sul é a geração de empregos. Enquanto o comércio já anuncia demissões, o agronegócio manteve os empregos existentes e em alguns casos contratou mais. “Todo o trabalho que a Semagro tem feito é exatamente para manter a atividade econômica, gerar renda e conseguir manter esses empregos”, destacou Verruck.