Agroecol debate em Dourados formas alternativas de produção agrícola

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Embrapa desenvolve vários experimentos de agroecologia em Dourados. (Foto: Christiane Comas).

No período de 16 a 19 de novembro, acontece em Dourados, o Agroecol 2016. Durante esses quatro dias, muitos temas sobre agroecologia serão abordados no evento, que acontece na UFGD, por meio de palestras, minicursos, oficinas, mesas redondas e apresentações culturais. Dentre os diversos temas abordados no evento destaca-se os Sistemas Agroflorestais Biodiversos (SAFs).

Para proporcionar a troca de experiências sobre os SAFS acontece na sexta-feira, 18 de novembro, das 8h às 11h, uma mesa redonda, intitulada: “Sistemas Agroflorestais: produção de alimentos, geração de renda e restauração ambiental”. Essa atividade conta com a participação internacional do professor da Universidade de Turrialba, Elias de Melo Virginio Filho, da Costa Rica, que virá falar sobre as experiências em sistemas agroflorestais em bases agroecológicas nas Américas Central e do Sul. Participam ainda dessa atividade o pesquisador da Embrapa Pantanal (Corumbá/MS), Alberto Feiden, que será o moderador dos debates; o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS), Milton Parron Padovan, que vai falar sobre as concepções, desafios e pesquisas com SAFs; o pesquisador da Embrapa Cerrados (Brasília/DF), Luciano Mansor de Mattos que vai apresentar algumas experiências com SAFs no Cerrado Brasileiro e o pesquisador da Embrapa Florestas, Marcelo Francia Arco-Verde, que trará os resultados das pesquisas com SAFS na Mata Atlântica.

Os sistemas agroflorestais biodiversos (SAFs) reúnem espécies de árvores nativas ou exóticas madeiráveis, frutíferas, oleaginosas, medicinais, entre outras, cultivadas simultaneamente com culturas agrícolas, como por exemplo: inhame, taioba, banana, abacaxi, maracujá, feijão, milho, mandioca, entre muitas outras opções, dependendo da região e dos objetivos dos agricultores. É uma alternativa de elevado potencial para produção de alimentos, geração de renda e restauração ambiental.

“Essa tecnologia social é flexível e plenamente ajustável às necessidades da agricultura familiar, pois possibilita que o agricultor tenha liberdade de diversificar e compor os arranjos produtivos que forem mais convenientes para seu trabalho e ao atendimento de suas necessidades e objetivos. Podem ser utilizadas árvores nativas e exóticas, além de grande diversidade de culturas agrícolas que podem compor os sistemas. Isso facilita a adoção da tecnologia, pois o agricultor poderá implantar arranjos produtivos de acordo com as necessidades e aptidões produtivas da própria família e da região onde a propriedade se localiza. Facilita o manejo que será feito de acordo com a necessidade e a disponibilidade de mão-de-obra da família para o trabalho e o resultado produtivo esperado com o SAF”, explica Padovan, um dos palestrantes da mesa redonda e coordenador da comissão de articulação e divulgação do Agroecol.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus, destaca que o Agroecol é um evento que trata de um tema de extrema importância para todos e proporciona a transferência de conhecimentos de tecnologias sustentáveis para os produtores rurais”, disse ele.

O evento é uma realização da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Embrapa Agropecuária Oeste, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer). A Sociedade Científica Latino Americana de Agroecologia (SOCLA), Associação Brasileira de Agroecologia (ABA Agroecologia), Fórum Brasileiro de Educação do Campo (Fonec), Comissão Estadual de Produção Orgânica de Mato Grosso do Sul (CPorg-MS) e Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais (SBSAFs) são promotoras do Agroecol 2016.