Taxa de isolamento é pífia e Covid faz vítimas fatais em MS

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isolamento

A população sul-mato-grossense joga com sorte e parece ignorar a existência da pandemia da Covid-19.
Numa espécie de ‘roleta russa’, a maior parte das pessoas está vivendo com a rotina normal, mesmo sabendo do risco de ser contagiado pelo vírus. Embora a conta seja simples, quanto menos pessoas em casa maiores serão os números de infectados, ocupação de leitos e óbitos provocados pelo novo coronavírus, uma grande parcela ainda permanece alienada e não tem se preocupado com o cenário de agravamento da doença em Mato Grosso do Sul.
Nos 25 dias deste mês, o Estado viu o número de infectados aumentar drasticamente. No dia 1° eram 1.568 casos confirmados de Covid-19, e nesta quinta-feira (25) a Secretaria de Estado de Saúde anunciou 322 novos positivos, totalizando 6.523 mil casos. No mesmo período, o número de óbitos saiu de 20 para 61.
A velocidade de contágio pode ser explicada pelos baixos índices de isolamento social. Pesquisadores americanos descobriram que uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus a 5,6 pessoas e, sem quarentena, o número de casos pode dobrar em 3 dias. O estudo é da Centers for Disease Control and Prevention, principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos.
Ocorre que mesmo sendo a única medida capaz de conter a doença, o isolamento social é praticamente inexistente no Estado. Se levar em conta que antes da pandemia os índices mapeados pela In Loco nos dias úteis da semana variavam entre 24% e 36%. Nesta quarta-feira (24.6) a taxa de distanciamento repetiu os 36% registrados na segunda e terça-feira desta semana.
Embora pareça dado repetido, Campo Grande se manteve em 25° no ranking das capitais brasileiras com taxa de recolhimento de 35,7% para a quarta. Nos municípios do interior, as taxas variam entre 28,6% (Rio Verde de Mato Grosso) a 59,3% em Taquarussu.