Dourados foi ‘campeão’ nacional do desemprego em 2018

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Mato Grosso do Sul terminou 2018 na última posição do ranking de saldo de empregos do Ministério da Economia. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (23), foram 235.433 contratações com carteira de trabalho no ano e 238.537 demissões. Isso resultou em um saldo negativo de 3.104 vagas ou -0,61%.

Boa parte deste péssimo desempenho do Estado se deve a Dourados. O segundo maior cidade de MS foi o município que mais perdeu vagas com carteira assinada entre as 5.659 cidades analisadas no país, segundo o Caged. Dourados perdeu o maior número de vagas de trabalho formais no ano. Foram feitas na cidade 23.299 contratações com carteira de trabalho assinada, mas ocorreram 31.761 demissões, o que resultou na perda de 8.462 vagas, uma variação de -14,84%. O Caged aponta que a maior parte das demissões ocorreu no setor de serviços do município, que acumulou um saldo negativo de 9.144 vagas. O segundo pior resultado foi registrado em Duque de Caxias (RJ), que perdeu 4,4 mil vagas.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico do município, Rose Ane Vieira, o número deve-se às demissões de uma empresa que parou de prestar serviços para o Serviço de Saúde Indígena (Sesai) na reserva indígena da cidade em 2018. “Essa empresa prestava serviços em Dourados e também em cidades de Mato Grosso e do Acre, mas os 5 mil trabalhadores eram registrados em Dourados. A empresa perdeu perdeu a licitação, então houveram essas demissões no ano passado, por isso o baixo desempenho em 2018. Esses trabalhadores foram recontratados por uma nova empresa em janeiro deste ano”, afirma.

Setor de extrativismo apresentou resultado positivo em MS

Apesar de o estado ter fechado o ano com número negativo no saldo de empregos, seis dos oito setores de sua economia acumularam resultados positivos neste aspecto: extrativismo mineral (6,03%), comércio (1,27%), indústria de transformação (1,22%), administração pública (0,42%), serviços industriais de utilidade pública (0,36%) e agropecuária (0,11%).

Dois dos grandes empregadores, entretanto, tiveram um desempenho negativo. O setor de serviços contratou 82.066 trabalhadores, mas demitiu 87.500, terminando 2018 com -5.434 vagas e variação de -2,89. Já a construção civil empregou 17.505 pessoas, mas desligou 18.028. O segmento perdeu 523 postos de trabalho no ano, registrando uma oscilação de -2,17.