CCR VAI DESVIAR TRÁFEGO EM VILA VARGAS

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

 

vila vargas-foto-paulo takarada
CCR já decidiu que fará o desvio do tráfego do centro de Vila Vargas. (Foto: Paulo Takarada).

Dênes de Azevedo

 

O diretor-presidente da CCR MS-Via, Roberto Jorge Calixto, afirmou nesta quinta-feira, que já foi definido que o tráfego da BR 163 será desviado do centro de Vila Vargas, distrito localizado há 20 quilômetros do centro de Dourados. “Haverá um desvio”, disse em Campo Grande, na solenidade de assinatura de contratação de empréstimo para a duplicação na rodovia.

Porém, Calixto não falou nada sobre a outra vila de Dourados que também é cortada pela BR, no caso Vila São Pedro. Recentemente comerciantes de Vila Vargas e Vila São Pedro iniciaram uma mobilização, através de seus vereadores representantes, contra a saída da BR do centro das vilas. Eles acham que um desvio prejudicaria muito o comércio já instalado.

Por outro lado, a CCR alega que não há espaço para uma duplicação completa, com acostamento e margens de segurança. Para isso haveria necessidade de demolir prédios que estariam construídos irregularmente, dentro da faixa de domínio da União.

Outros problemas levantados são a vila de Anhanduí  e o Restaurante Água Rica, em Campo Grande. Em Anhanduí também há dificuldade para uma duplicação segura. Já o Restaurante Água Rica, existente desde 1958 é um local histórico devido a sua importância no apoio para viajantes que se deslocam para Dourados na época em que não havia poucas cidades no percurso. No ano passado houve uma mobilização na mídia contra a remoção de árvores decenárias existentes no local e que seriam necessárias a remoção para a duplicação.

A CCR contratou R$ 737 milhões de empréstimo para a duplicação da BR 163 em Mato Grosso do Sul. Dos 845,4 km de extensão apenas 34 estão duplicados. R$ 527 milhões serão da Caixa Econômica Federal e R$ 210 milhões do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). A rodovia corta 21 cidades do estado, onde vivem 1,3 milhão de pessoas.