Palestrante afirma que elevada carga tributária brasileira mata a produção e onera o consumo

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acorda ms palestra
Maria Lúcia Fattorelli ponta a necessidade de mobilização social consciente para correção das distorções na cobrança de impostos. (Foto: Divulgação).

Como parte do movimento “Acorda MS – Chega de Impostos”, organizada pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems e OAB/MS, a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, esteve, nessa segunda-feira (14) em Campo Grande (MS), para abordar o impacto da alta tributação no Brasil na crise econômica. O “Acorda MS”, lançado dia 1º de março, tem como objetivo sensibilizar a população e a classe política sobre os resultados do retorno da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras.

O presidente da Faems, Alfredo Zamlutti Junior, e o diretor executivo da instituição, Clodoaldo Martins de Oliveira Junior, estiveram presentes no debate. “A situação econômica já é alarmante e permitir a volta desse tributo (CPMF) vai nos enforcar de vez”, disse o presidente. Na abertura da palestra, os representantes do setor produtivo lançaram o “placar” de votos dos deputados federais de Mato Grosso do Sul contrários ao retorno da CPMF. O painel foi instalado na fachada do Edifício Casa da Indústria.

Durante a palestra, Fattorelli reforçou que o atual modelo tributário mata a produção e onera o consumo, restringindo o crescimento econômico. “Atualmente, a carga tributária representa 34% do PIB. Fora isso, o aumento da dívida interna federal, que cresceu mais de R$ 730 bilhões em 11 meses, de janeiro a dezembro de 2015, tem trazido lucro apenas para as instituições bancárias”, disse. Para a palestrante, o retorno da CPMF irá apenas contribuir para o agravamento da situação.

Como saída, Fattorelli aponta a necessidade de realização de uma mobilização social consciente, além de correção das distorções na cobrança de impostos e na negociação da dívida pública, com melhorias no atual sistema tributário. Fattoreli defende ainda a criação de uma frente parlamentar mista para realizar a auditoria pública da dívida em que o cidadão comum também possa participar.