Governo cobra recuperação ferroviária da Malha Oeste entre Três Lagoas e Corumbá

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

 

Jaime Verruck
Secretário Jaime Verruck fala de projetos que o Estado tem para Corumbá, Campo Grande e Três Lagoas. (Foto: Chico Ribeiro).

Projeto de médio e longo prazo, o Corredor Ferroviário Central, unindo os postos de Santos (Atlântico) e Ilo (Pacífico), no Peru, é uma alternativa de transporte que pode ser operada de imediato por Mato Grosso do Sul, a partir da recuperação da Malha Oeste – entre Três Lagoas e Corumbá. Esta é a proposta do Governo do Estado, ao reiterar junto ao governo federal a garantia dos investimentos da concessionária ALL/Rumo.

Ao participar da apresentação do projeto do corredor ferroviário pelas autoridades bolivianas, em reunião com o governador Reinaldo Azambuja, nesta segunda-feira em Corumbá, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, disse que o Estado pode se beneficiar da nova alternativa de transportes antes mesmo da conclusão da ligação Santos-Ila. Ele lembrou que não é uma ferrovia ponta-a-ponta e já existe a ligação ferroviária com Santa Cruz, na Bolívia.

“O projeto do novo corredor consolida a política do nosso governo de estreitar relações com os países vizinhos, principalmente com a Bolívia. Essa decisão estratégica já nos permitiu avançar muito e hoje temos uma forte relação comercial com o Paraguai. Enquanto os investimentos para o corredor não chegam, podemos operar a ferrovia até Santa Cruz de La Sierra levando e trazendo cargas, e para isso é fundamental a recuperação da Malha Oeste”, destacou Verruck.

Segundo o secretário, os investimentos na Malha Oeste, com o projeto boliviano, agora se tornam imprescindíveis e acentuou que o governador Reinaldo Azambuja vai redobrar esforços no sentido de obter uma resposta concreta do governo federal. Ele lembrou que mais de 60% dos dormentes da ferrovia estão podres, traduzindo o grau de sucateamento de uma malha ferroviária vital para o desenvolvimento regional.

 

Antofagasta

Verruck disse que Mato Grosso do Sul será diretamente beneficiado pelo novo corredor bioceânico ferroviário com a redução do custo de transporte de seus produtos, que hoje chegam à Europa e Ásia pelos portos de Santos e Paranaguá. Pelos trilhos da ferrovia Santos-Ila, o Estado exportará, entre outros produtos, combustíveis, carne, celulose e vergalhões, que hoje chegam à Bolívia pela Hidrovia do Paraguai, via Porto Murtinho, e rodovias em território boliviano.

O secretário citou ainda que a recuperação da Malha Oeste vai possibilitar que o Estado avance ainda mais na integração comercial com a Bolívia, enquanto se construa o último trecho da ferrovia boliviana até o porto de Ila. Uma das alternativas seria chegar aos portos de Antofagasta, no norte do Chile, usando as conexões da Ferrocarrile Boliviana com a Argentina (Salta). Esse trecho ferroviária já opera, a partir de Santa Cruz de La Sierra.

 

Estratégico

O ministro boliviano Milton Carlos Hinjosa (Obras Públicas, Serviços e Habitação) disse ao governador Reinaldo Azambuja, ao apresentar o projeto do corredor ferroviário, que a participação do Brasil é estratégica para o sucesso da nova rota e fundamental na captação dos investimentos estrangeiros para conclusão de 200 km da ferrovia, entre Santa Cruz de La Sierra e Ilo. O empreendimento está orçado em 14 milhões de dólares.

“O Brasil é um sócio estratégico para o desenvolvimento do nosso projeto. Já avançamos nas tratativas com o Peru e o Paraguai e esperamos a participação do Brasil, um mercado importante”, disse o ministro. Ele adiantou que já existem negociações avançadas com grupos empresariais da Alemanha e Suíça para investimento na conclusão da ferrovia até o Peru e acredita que o corredor se consolidará tanto para cargas como transporte de passageiros.