Transformação digital em relações de trabalho é acelerada por pandemia

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Até março, a consultora de sistemas Iana de Oliveira Leite, de 33 anos, viajava frequentemente a trabalho e passava um período na empresa para o qual prestava consultoria. Desde março, porém, precisa adotar de vez o home office devido ao isolamento social adotado para conter o novo coronavírus. 

“Tivemos que adaptar o trabalho presencial para o remoto e aprender a usar as ferramentas de teleconferência para adaptar a comunicação em tempo real, trabalhar com agenda e adaptar os móveis e equipamentos da casa para bom desempenho das atividades”.  

Para ela, o home office (teletrabalho) poderia continuar. “Apagar alguns meses trabalhando remoto me sinto adaptada a esse modo. Para minha atividade é possível continuar desta forma ”.

Com a adoção do chamado novo normal, ou seja, novos hábitos de segurança sanitária e distanciamento social, muitos trabalhadores que estavam em casa tiveram que voltar, mesmo que em esquema de revezamento, para seus locais de trabalho.  

“Com a queda dos casos voltamos a trabalhar presencialmente, tivo que tomar os cuidados de usar máscaras e distanciamento, com cuidados que não tínhamos antes como uso de álcool gel e aferição de temperatura. Porém, os casos elaborados a subir novamente e voltamos para o trabalho remoto ”, disse a consultora de uma companhia em Manaus (AM).

Com boa parte das empresas adotando o home office (teletrabalho) de forma integral ou híbrida (dias em casa e dias na empresa), é preciso seguir medidas para que empregadores e trabalhadores sejam beneficiados.  

“O trabalhador deve ter uma boa gestão de tempo e compromisso na entrega dos resultados. Afinal, ele não terá seu tempo fiscalizado à semelhança de estar presencialmente na empresa. Este tipo de fiscalização, para ver se a pessoa está na sala, não condiz com as empresas do século XXI, tampouco com a geração millennials em diante, que tem como incorporar o engajamento com propósito no trabalho ”, destaca a advogada Eliana Saad Castello Branco ”, Especialista em direito coletivo do trabalho.

Para a advogada, a liderança deve se adaptar para engajar e distribuir tarefas de forma disruptiva. 

“Delegar e supervisionar o trabalho com o uso de ferramentas digitais e ter um viés comportamental para conhecer o teletrabalhador. A empresa deve mudar uma cultura organizacional para sobreviver e ser ágil nas suas deliberações e inovações ”, afirmou.

Segundo Eliane, o teletrabalhador deve ter respeitado os horários de descanso e lazer, muito embora esteja conectado com a empresa. 

O gestor deve ter preparo para saber que sua equipe não está disponível a qualquer tempo, sob pena de vir a empresa responder por danos à saúde do trabalhador, em especial as doenças mentais, como síndrome de Burnout, depressão e dano existencial.

O teletrabalho requer uma responsabilidade extra do emprego, alerta Eliana. “Outro ponto importante será que a empresa e o recurso devem ter uma lealdade e confidencialidade, porque as informações estão na“ nuvem ”(digitalizadas) e o acesso deve ser limitado entre ele e empresa”.