Em MS, setor imobiliário amplia vendas e projeta crescimento para 2021

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Desde o ano passado o setor imobiliário projetava crescimento para 2020. Com a pandemia, o segmento precisou se replanejar, mas, por fim, termina o ano com bons resultados e planejando expansão para 2021. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) apontam que o mercado imobiliário deve fechar o ano com crescimento entre 5% e 10% no comparativo com 2019.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 14ª Região (Creci-MS), Eli Rodrigues, afirma que o ano começou com boas perspectivas e alta procura por imóveis , e em divulgação de março a pandemia trouxe incertezas.  

“Por incrível que pareça, na pandemia obtivemos um crescimento do mercado imobiliário superior ao ano anterior. Uma expectativa que para muitos seria negativa foi altamente positiva, então nós temos condições especiais de financiamento e aí se começou a fazer alguns programas, ajustes na área de financiamento, modificações que deram uma alavancada nos imóveis financeiros ”, explica Rodrigues.

O representante do setor ainda ressalta que os bons resultados no agronegócio também influenciam no desempenho do segmento imobiliário. “O agronegócio influencia positivamente o mercado de compra e venda de imóveis, e com como facilidades de financiamento teve uma alavancada nas vendas”, completa.  

Segundo o Sindicato dos Corretores de Imóveis de MS (Sindimóveis-MS), de abril a setembro, foi registrado um aumento de 39% na comercialização de imóveis no Estado.  

CONSTRUTORAS

As construtoras e incorporadoras se replanejaram, lançaram novos empreendimentos e registraram crescimento mesmo em ano de pandemia. A SBS Empreendimentos registrou crescimento de 10% nas vendas de imóveis .  

“Um ano totalmente atípico, em que as vendas de imóveis cresceram cerca de 10%. Replanejamos, lançamentos, estamos muito resultados com os resultados e, por fim, aceleramos alguns planos de lançamento que seriam para 2021 ”, considera a executiva da empresa, Phaena Spengler.

O diretor comercial da HVM incorporadora, Flávio Fabrão, também aponta que o ano foi bom. “Houve um período de dúvidas, principalmente entre março e abril, porém, o mercado imobiliário comprovou sua importância dentro do cenário econômico e acabou puxando outros setores. As conformações, que por um período diminuíram, ao fim retornaram à normalidade. As vendas ocorreram dentro do planejado pela empresa ”, informou.  

Para o gerente regional do Grupo Plaenge, Luiz Octávio, passado a turbulência inicial, como vendas a reagir. “Começamos a ter números mais expressivos, tanto que já no mês de junho publicação um lançamento local de uma torre e conseguimos aí números razoáveis ​​de vendas. O grupo continuou fazendo outros lançamentos e já no meio do ano retornou às projeções do início do ano. Não observamos um aumento expressivo de vendas, mas eu diria que elas se comportaram dentro daquilo que era esperado no fim de 2019 ”, disse.

SELIC

A taxa básica de juros (Selic) chegou em 2020 ao menor patamar já registrado, se mantendo a 2% ao ano nos últimos meses. Um taxa serve como base para outras alíquotas, como do financiamento imobiliário. Segundo representantes do setor, este é o melhor momento para investir em imóveis, seja na casa própria, seja como investimento de capital.  

O presidente do Creci acredita que ainda é um bom momento para investir. “[Este é um bom momento] para você contratar um financiamento, porque o financiamento imobiliário é longo e você tem uma taxa de juros barata, e com isso você leva vantagem, porque a partir do momento em que você contratou ela vai até o fim , então a hora de comprar o imóvel continua sendo boa. Os preços ainda não têm uma alta, o interessante agora é que você tem o preço bom e a taxa de juros baixa ”, considera Eli Rodrigues.

A redução de juros eleva o impulsionar ao setor, segundo a executiva da SBS. “Este foi o vetor principal, aliado à extrema incerteza sobre os investimentos de maior risco”, analisa Phaena.

O diretor do grupo Plaenge ainda destaca que a redução dos juros tende a ampliar a confiança de quem está comprando. “Os clientes se induzem mais otimistas e mais confiantes e encaram isso como uma oportunidade. Como de fato é a taxa de juros mais baixa da história, refletida diretamente nos financiamentos. E acaba impulsionando a venda dos imóveis ”, analisa Luiz Octávio.