Pagamento de consignados não muda e cobrança continua caindo na sua conta

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Quem tem empréstimo consignado deve ficar atento e pagar seus boletos. Porque mesmo com a crise na economia provocada pelo coronavírus, os empréstimos consignados vão continuar vencendo e sendo debitados na sua conta na data prevista. No Senado e na Câmara Federal vários projetos estão tentando suspender os pagamentos ou ajudar o cliente a ter mais prazo. No entanto até agora nada ficou acertado.

O empréstimo consignado é aquele que é descontado diretamente do salário, aposentadoria ou pensão do correntista. A modalidade é muito popular entre os idosos e de acordo com o Banco Central até fevereiro o volume contratado no País beirava os R$ 400 milhões no País.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) esclarece que não foi estabelecida nenhuma medida específica para flexibilizar o pagamento de empréstimos consignados neste momento.

Os cinco maiores bancos associados à entidade (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) acordaram, no entanto, a possibilidade de prorrogar as demais dívidas de seus clientes por até 60 dias.

“Cada banco tem autonomia para definir, a partir de critérios próprios, quais linhas de crédito serão passíveis de prorrogação”, destacou a Febraban.

O Banco do Brasil, por exemplo informou que não oferece a possibilidade de prorrogar o pagamento de parcelas, mas concede carência de 180 dias para quitar a primeira parcela no caso de renovação de contrato e novas contratações.

O Bradesco esclarece em sua página na internet que “não está efetuando a prorrogação para crédito consignado, uma vez que a modalidade tem várias especificidades”. A mesma informação foi dada pelo Itaú Unibanco.

A Caixa Econômica Federal e o Santander não responderam sobre a possibilidade de negociação para pagamento das parcelas do consignado. Só falam em maior prazo em novas operações de contratações na modalidade que passam de 72 para 84 meses.