Especialistas dão dicas de como se organizar financeiramente em 2021

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Em 2020, muitas famílias tiveram encolhimento de seus rendimentos e outros perderam seus empregos. Toda mudança pode gerar desequilíbrio financeiro. 

Com o início do novo ano, há a necessidade de olhar para despesas e receitas e planejar o novo ciclo. Economistas ouvidos pelo Correio do Estado indicam quais atitudes devem ser tomadas para evitar dores de cabeça financeiras.  

Levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio (IPF-MS) e do Sebrae-MS aponta que 35% da população do Estado teve redução em seus rendimentos em 2020, principalmente em decorrência da pandemia da Covid-19. 

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (Peic), desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o índice de famílias endividadas em Campo Grande foi de 59,5% em dezembro. 

São 193.366 pessoas com dívidas com cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais e financiamentos. Destas, 112.638 estavam inadimplentes, ou seja, com as contas atrasadas no mês passado.  

Conforme os economistas, reorganizar e fazer uma lista de prioridades pode ser o caminho para não começar o ano no vermelho.  

Para economista do IPF-MS, Daniela Teixeira Dias, a redução dos gastos é normal e necessária para momentos como este, que demandam maior atenção. 

Segundo ela, a sociedade pode ser dividida em três grupos: o primeiro é composto por aqueles que perderam seus empregos em 2020 e estão dependentes de seguro-desemprego e auxílios do governo – estes visam a sobrevivência, gastando apenas com o essencial.  

O segundo grupo é formado por pessoas que tiveram uma redução em seus ganhos, mas que, ainda assim, apresentam condições para investir em conforto e lazer.  

E, por fim, o terceiro grupo engloba uma parcela da população que se reinventou durante a pandemia, foi afetada com perdas significativas em seus recebimentos e se adaptou trabalhando em mais de uma função.  

“O que é comum aos grupos: todos precisam colocar em um papel ou planilha todas as suas receitas e despesas, identificar o que é gasto para sobrevivência e o básico que não pode ser deixado de lado, categorizar previsões de contas que já estão vencidas e que vão vencer e um terceiro grau de priorização seria os desejos e os anseios”, pontua Daniela.