Demissões de profissionais qualificados crescem 30%

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Estudo desenvolvido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que os profissionais que têm  maior qualificação são os que mais vêm perdendo postos de trabalho. No caso de Mato Grosso do Sul, no mês de março foram 2.883 demissões nas profissões com maior qualificação, aumento de 30% comparado ao mesmo período do ano passado. “Lembramos que nos últimos 12 meses, de um modo geral, nosso mercado de trabalho fechou 11 mil vagas”, ressalta o presidente do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS, Edison Araújo.

No caso de Mato Grosso do Sul, no mês de março foram 2.883 demissões nas profissões com maior qualificação, aumento de 30% comparado ao mesmo período do ano passado
No caso de Mato Grosso do Sul, no mês de março foram 2.883 demissões nas profissões com maior qualificação, aumento de 30% comparado ao mesmo período do ano passado

O levantamento tem como base dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social. “O principal impacto da atual crise econômica sobre o mercado de trabalho tem se revelado através dos consecutivos saldos mensais negativos entre admissões e desligamentos”, explica Fabio Bentes, economista da entidade. Desde o início de 2015, o emprego com carteira assinada já acumulou o corte líquido de 1,86 milhão de vagas formais no País, provocando uma retração de 4,5% no emprego, levando o atual estoque de trabalhadores celetistas ao mesmo nível de junho de 2012 (39,4 milhões).

Em uma análise dos dados nacionais, o perfil destes trabalhadores qualificados mais afetados pela retração econômica não aponta para uma predominância significativa de gênero, uma vez que 49,4% das demissões nessas condições, atingiram trabalhadores do sexo masculino. Já o corte segundo faixas etárias revela que 39,7% dos demitidos se possuíam entre 30 e 39 anos. Na média do mercado, profissionais dessa faixa etária respondem por 30,0% das ocupações.

Profissões – Os administradores de empresas estão entre os profissionais com nível superior que mais perderam emprego entre março do ano passado e o mesmo mês deste ano: foram 26,2 mil demissões. Na sequência, estão professores de ensino superior (21 mil demitidos), engenheiros civis (17,6 mil), programadores e avaliadores de ensino (17,6 mil) e advogados (10,6 mil).

Nos 12 meses encerrados em março de 2016, as demissões de trabalhadores com nível superior e carteira assinada avançaram 10,8%, contra uma variação de -7,0% na média do mercado de trabalho. “Isso representa a dispensa de 1,01 milhão de empregados nessas condições”, aponta Bentes.

Baixa confiança do empresário retém investimentos e explica demissões

Segundo Fabio Bentes, a demissão de profissionais com 3º grau acontece na medida em que a confiança do empresariado diminuiu, o que também faz recuar a intenção de manter investimentos, sobretudo aqueles ligados à produtividade. E as demissões atingiram homens e mulheres em igual proporção, já o corte por faixa etária revela que 39,7% dos demitidos tinham entre 30 e 39 anos. E, regionalmente, há um predomínio natural do Sudeste em números absolutos, com 84,5 mil demissões sem justa causa (52,2% do total). Entretanto, as regiões Norte (+14,7%) e Sul (+14,1%) foram aquelas em que o processo de demissões mais se intensificou nos últimos meses.

Do ponto de vista setorial, nota-se que, nos últimos 12 meses até março deste ano, praticamente três em cada quatro demissões (73,1% do total) com as características analisadas ocorreram em quatro subsetores: ensino (42,7 mil); administração de imóveis (38,8 mil), serviços de alojamento e alimentação (19,11 mil) e construção civil (17,8 mil).