Em MS, 76% são contra retorno da CPMF, mostra pesquisa

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Durante o lançamento da campanha “Acorda MS – Chega de Impostos”, realizada pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems e OAB/MS, na noite desta terça-feira (01/03), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou uma pesquisa de opinião pública a respeito do retorno da CPMF (Imposto Provisória sobre Movimentação Financeira).

De acordo com o levantamento realizado pelo Ipems a pedido da Fiems, no período de 20 a 25 de fevereiro deste ano junto a 1.600 pessoas com mais de 16 anos de idade, 76% dos entrevistados são contrários à recriação do imposto, enquanto 6% é a favor e 17,92% desconhecem o imposto.

Em Dourados, 89,17 das pessoas ouvidas são contra o imposto, 7,29% não sabem ou não responderam e 3,54% são a favor
Em Dourados, 89,17 das pessoas ouvidas são contra o imposto, 7,29% não sabem ou não responderam e 3,54% são a favor

“A Fiems é expressamente contrária à criação do imposto e os números da pesquisa demonstram claramente que a sociedade não quer o retorno da CPMF porque o consumidor final é o maior prejudicado. O imposto atinge desde a produção ao consumo em todas as suas cadeias, então nós precisamos mobilizar a bancada federal e cobrar deles”, afirmou Sérgio Longen.

Ainda de acordo com a pesquisa Fiems/Ipems, em Campo Grande, 62,62% dos entrevistados são contra a volta da CPMF, enquanto 29,52% não sabem ou não responderam e 7,87% são a favor. Em Dourados, 89,17 das pessoas ouvidas são contra o imposto, 7,29% não sabem ou não responderam e 3,54% são a favor. Já em Três Lagoas 66,38% são contra, 25,18% não sabem ou não responderam e 8,44% são a favor, sendo que em Corumbá 84,45% são contra o imposto, 10,08% não sabem ou não responderam e 5,47% são a favor.

A enquete mostra que do universo de pessoas 62% respondeu que o maior motivo de desaprovação da CMPF é que já existem impostos demais, 12,17% disseram que é mais uma forma de roubar o povo, enquanto 4,36% alegam que é ruim para o povo pois, sobrecarrega, 3,03% acreditam que a cobrança é injusta, outros 2,28% dizem que é um imposto desnecessário e 2,12% falam que os juros são altos.

Análise

O presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo, alerta que, se a CPMF voltar, a crise pode se prolongar ainda mais. “As pessoas estão cada vez mais endividadas e comprando menos, repensando melhor os gastos que farão com as reservas econômicas, então a tendência das vendas é cair ainda mais com essas novas imposições do governo”, pontuou.

Para o presidente da Famasul, Mauricio Saito, a pesquisa é uma resposta clara de que a população não aguenta mais aumento de tributos. “A partir do momento que o setor produtivo é impactado, automaticamente a gente tem que pensar como cadeia de produção e isso faz com que a população como consumidor final seja atingido”, comentou.

Já o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, reforçou que a volta da CPMF atinge toda a sociedade e não deve deixar passar em branco. “O povo tem que tomar uma posição e não pode sofrer as inconsequências de um governo que quebrou o país”, disse. O presidente da OAB-MS, Mansour Elias Karmouche, salientou que as pessoas que se posicionaram a favor da CPMF talvez não saibam do que se trata. “Muitas vezes acham que vem para beneficiá-las, mas não há contraprestação alguma”, falou.

Com informações da Fiems