Três frigoríficos param em função do coronavírus em MS

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

carne 2

Com a queda na comercialização de carnes em decorrência da crise do novo coronavírus, três frigoríficos deram férias coletivas aos funcionários em Mato Grosso do Sul. Um deles é o JBS de Nova Andradina, que encerrou as atividades há uma semana. A unidade é especializada em bovinos.

A empresa nega que a ação tenha relação com a Covid-19 e informa apenas que a paralisação de 20 dias decorre da menor demanda de exportação. “Essas suspensões temporárias são comuns em resposta às dinâmicas do mercado”, disse a empresa em nota à imprensa.

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) revela que há três plantas paralisadas no Estado, mas não revela quais são. Em boletim semanal, a confederação afirma que “as vendas no atacado e no varejo registraram queda nesta semana, especialmente os cortes nobres”.

Na mesma análise, afirma que “revendo a redução no consumo interno, três plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul entraram em férias coletivas nesta semana”. Em todo Brasil, são 11 plantas paralisadas, “o que contribui para a desvalorização do preço da arroba (@) ao produtor em 3,5% nos últimos cinco dias”.

O boletim ressalta ainda que “para manter o abastecimento de alimentos no país e apoiar o produtor no enfrentamento dessa crise, o setor conta com o apoio do Governo federal quanto à isenção de PIS/PASEP que incide sobre a suplementação animal, que contribuiria para a redução dos custos de produção, dando mais competitividade”.

O presidente da Assocarnes/MS (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne do Estado de Mato Grosso do Sul), Sércio Capuci, não informou quais são as plantas paralisadas, mas ressaltou que sim, há uma crise provocada pela pandemia de coronavírus.

“Num primeiro momento, vendeu muito bem a carne no mercado interno, mas depois retraiu. O consumo caiu, principalmente de cortes de primeira, usados em churrasco, como picanha”, disse.