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Terra Sagrada é lançado para fomentar agroecologia nas aldeias de Dourados

 

A Prefeitura de Dourados lança nesta próxima quinta-feira (18), na unidade I da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) o Projeto Yvy Akandiré – Terra Sagrada, que vai levar ações de fomento à agroecologia e aos saberes tradicionais às escolas indígenas do município.

A intenção é resgatar práticas inerentes ao povo indígena com o foco de manter e fortalecer a cultura e fixar a identidade das etnias. O projeto é uma realização do Núcleo Especial de Educação Indígena (Neei), coordenado pelo professor Anastácio Peralta e tem total apoio da Coordenadoria Especial de Assuntos Indígenas (Ceaid).

Com a colaboração das equipes de Saberes Indígenas na Escola, da UFGD/Faind e da Neei, as ações visam implementar a educação agroecológica com o cultivo totalmente natural e manter os saberes tradicionais da cultura indígena, que por si só tem como características o cultivo orgânico.

“É a política da atual administração o trabalho conjunto e mais uma vez a UFGD é parceira da Prefeitura”, disse o diretor do Ceaid, o advogado Wilson Matos da Silva.

O projeto abrange todas as sete escolas municipais da Reserva Indígena e duas extensões, com público de pelo menos 5 mil alunos.

Wilson Matos lembra que a Reserva Indígena de Dourados tem população estimada em 17,3 mil pessoas. “São 36 municípios do Estado que têm população menor que a da Reserva. Isto nos encaminha para ações de fomento à educação e ao resgate da cultura”, disse.

O advogado lembra que a Prefeitura de Dourados hoje é o órgão público mais próximo das aldeias por meio do Ceaid. Com o Neei, a educação ganha força no combate a problemas sociais. Assim, o resgate da agricultura fomenta a identificação do povo com a cultura e o conflito ideológico não surte efeito. “Sabemos da importância desta atividade e vamos buscar mais ações como esta”, finalizou.

O escopo do projeto traz objetivos como a reflexão sobre as praticas pedagógicas e estratégias de articulação pela busca do bem viver e a revitalização da cultura indígena no processo educativo, a valorização da educação tradicional escolar indígena, o fortalecimento da língua materna, a identidade cultural, conscientizar da importância dos alimentos naturais e nativos, fortalecer o projeto de hortas nas escolas e extensão à comunidade, fortalecendo a agricultura familiar.