Safra 2016/16 é aberta com otimismo e previsão de processar 52,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul

Safra 2016/16 é aberta com otimismo e previsão de processar 52,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul

 

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Governador Reinaldo Azambuja conheceu sistema de plantio na a abertura da safra de cana-de-açúcar 2016/2017. (Fotos: Chico Ribeiro/divulgação).

Da Redação

“Nós pensamos no futuro e precisamos de uma política energética que pense assim. Esse é um dos setores que traz inúmeros benefícios para o Estado, gera empregos, aquece a economia, desenvolve os municípios e ainda valoriza a terra. Contem sempre com o nosso Governo porque ele é parceiro e acredita no desenvolvimento do Estado”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja, a abertura da safra de cana-de-açúcar 2016/2017.

A abertura foi realizada pela Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul, na sexta-feira pela manhã, na Usina Biosev, unidade de Rio Brilhante. Com área total de 800 mil hectares e 20 usinas em operação, Mato Grosso do Sul é o 4º maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, 5º de açúcar, 4º de etanol e 3º de bioeletricidade.

A previsão para a safra 2016/2017, segundo o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, é de que o estado industrialize 52,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Se as projeções se confirmarem a safra será 7,30% maior que a anterior.

Hollanda também acredita na melhoria do ATR (índice de açúcares totais recuperáveis) nas lavouras. A estimativa é de aumento de 2% no ATR, passando de 126,47 quilos por tonelada de cana para 129 quilos por tonelada de cana.

Para o presidente da Biosev, Rui Chammas, o setor sucroalcooleiro em MS tem o olhar visionário do Governo do Estado. “Nós queremos muito que o Governo nos ajude com políticas públicas para o segmento e na atuação junto ao Governo Federal”, pediu.

Durante a abertura oficial da safra, o governador e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, entregaram à Biosev a licença de operação e para a ampliação da Usina em Rio Brilhante, além de realizarem uma visita à Usina e ao campo.

 

BOA EXPECTATIVA

O setor espera que a nova safra de cana-de-açúcar seja melhor. Na safra 2015/2016, que terminou na semana passada, o excesso de chuvas prejudicou a colheita da cana e atrasou o seu processamento e prejudicou a qualidade.

Espera-se um clima mais favorável do que o da safra passada. Espera-se, ainda, uma valorização dos preços, uma vez que as condições serão mais favoráveis para a produção e para a exportação de açúcar.

Antônio de Pádua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) lembra que após vários anos de produção acima do consumo, o cenário se inverteu, e o consumo mundial supera a produção. O produto brasileiro, já que o país é líder mundial, terá uma demanda maior.

De acordo com ele, não haverá mudanças significativas no número total de usinas que estarão moendo cana na safra. Enquanto uma nova unidade entra em operação em Goiás, há indícios de que outra deixe de operar em São Paulo.

 

NUMEROS

Na safra 2015/16 foram moídas 615 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na região centro-sul do Brasil, 6% mais do que na anterior.

A produção de açúcar está próxima de 31 milhões de toneladas, 3% menos, enquanto a de etanol sobe para 28 bilhões de litros, 6% mais, segundo dados da Unica.

Em Mato Grosso do Sul a safra 2015/2016 processou 48,557 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O volume é 12,99% maior que o registrado na temporada anterior, que foi de 42,974 milhões de toneladas.

 

 

(Com Biosul, Fiems, Única, G1 e Folha)