MS deve ser modelo de gestão das unidades conservação

MS deve ser modelo de gestão das unidades conservação
Coordenador da Frente Parlamentar de Desenvolvimento das Unidades de Conservação Ambientais, deputado Renato Câmara participou na semana passada do 1º do Simpósio de Uso Público em Parques no Mato Grosso do Sul

Coordenador da Frente Parlamentar de Desenvolvimento das Unidades de Conservação Ambientais, deputado Renato Câmara participou na semana passada do 1º do Simpósio de Uso Público em Parques no Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul deve se tornar em breve modelo de gestão para promover o uso público e sustentável dos parques e unidades de conservação ambientais. Essa é a opinião do deputado estadual Renato Câmara (MDB), coordenador-presidente da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento das Unidades de Conservação de MS.

Na semana passada, o deputado participou do 1º do Simpósio de Uso Público em Parques no Mato Grosso do Sul, realizado pela WWF Brasil e pelo governo do Estado com o objetivo de conhecer e debater formas de uso público e concessões em parques e outras áreas protegidas no Estado, utilizando boas práticas que promovam o desenvolvimento sustentável das regiões onde se localizam essas unidades de conservação. O evento reuniu cerca de 200 participantes nos dois dias de realização, com programação intensa de palestras com especialistas que compartilharam as experiências em gestão de áreas protegidas no Brasil, Paraguai e Bolívia.

Durante o simpósio também foi apresentada a situação atual das Unidades de Conservação Estaduais (Parque Estadual do Prosa; Parque Estadual Matas do Segredo; Parque Estadual do Rio Negro; Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema; Parque das Nascentes do Rio Taquari; Estrada Parque Pantanal; Monumento Natural Rio Formoso; Monumento Natural Gruta Do Lago Azul; Apa Rio Cênico; Estrada-Parque Piraputanga; Estrada Parque Do Pantanal).

Conforme Renato Câmara, a realização do simpósio representa um avanço significativo para consolidação de políticas públicas voltadas para construção de modelos de gestão sustentável das unidades de conservação em MS. “Nossa grande bandeira com a implantação da frente parlamentar sempre foi transformar as unidades de conservação ambientais do Estado em espaços acessíveis, úteis e geradores de emprego, renda, conhecimento e educação ambiental à população sul-mato-grossense.  Acredito que estamos avançando significativamente na consolidação de modelos de gestão que certamente vão promover o desenvolvimento sustentável destes espaços”, destacou o deputado.

No simpósio, a Semagro e o WWF Brasil firmaram acordo de cooperação para realização de projetos, estudos, pesquisas, capacitação de pessoal e outras atividades de interesse das partes, voltadas à conservação da biodiversidade.

“Nós temos agora mais elementos para identificar como deverá ser o modelo para as nossas Unidades de Conservação Estaduais. O emparceiramento com a iniciativa privada é fundamental, uma necessidade, pois o setor privado tem os recursos para fazer os investimentos necessários que permitam o uso público desses locais, que aumentem a visitação nesses parques, que promovam a conscientização e conservação ambiental e promovam o desenvolvimento sustentável”, avalia Ricardo Senna, secretário adjunto da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

FRENTE PARLAMENTAR

Criada no ano passado, a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento das Unidades de Conservação Ambiental tem o objetivo de implantar um modelo sustentável de desenvolvimento econômico e social para as unidades de conservação ambientais de Mato Grosso do Sul, potencializando a pesquisa, o turismo, o lazer, a produção local e a geração de emprego e renda.

O grupo de trabalho do legislativo estadual, que conta com a participação de aproximadamente 30 instituições públicas e privadas e representantes da cadeia turística do Estado, atua no debate e apresentação de propostas voltadas para o desenvolvimento de políticas públicas afins de organizar a exploração sustentável dos parques ambientais do Estado.  O Estado tem 126 unidades de conservação ambiental. São 5,5 milhões de hectares, que podem ser melhor aproveitados para turismo, pesquisa, educação ambiental, entre outras finalidades de característica sustentável.