Negociação de imóveis teve aumento de 87% na pandemia

Negociação de imóveis teve aumento de 87% na pandemia

imoveis

Na contramão de outros setores, que vem registrando resultados negativos durante a pandemia da covid-19, o setor imobiliário de Mato Grosso do Sul mostrou um aumento de 87% nas negociações no período de abril a julho deste ano, quando as escrituras de compra e venda saltaram de 1.153 para 2.164 nos cartórios.

Os dados são do Colégio Notarial do Brasil e somente comparando o mês de julho em 2019 e 2020, o aumento foi de 14% na compra e venda de imóveis, mas os números podem ser ainda maiores, já que muitos optam por fazer a escritura dos imóveis em outros estados.

Segundo o Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul) Eli Rodrigues, o Estado está em um bom momento porque o serviço online  facilitou o processo.

“Muitos serviços que antes eram feitos apenas pessoalmente agora podem ser feitos de casa. Então isso ajudou muito as transações comerciais, principalmente agora neste período em que estamos vivendo de distanciamento social”, ressalta o presidente.

Ele ainda destaca que o setor imobiliário é um dos mais seguros que existe e um dos menos impactados por momentos de instabilidade econômica. “Esse aumento já era esperado para este ano e ainda tivemos alguns fatores como programas da Caixa que trouxeram facilidades para quem deseja comprar um imóvel”.

Além disso, segundo Eli, Campo Grande tem o preço médio do metro quadrado de imóvel entre os mais baratos das capitais no país. O preço médio do metro quadrado no país ficou em R$ 7.328 em julho. Considerando as capitais, Campo Grande tem o menor valor sendo R$ 4.251 o metro quadrado.

“Com o valor médio do metro quadrado dos imóveis aqui de Campo Grande sendo o mais baixo entre as capitais brasileiras, a Capital é uma boa opção para os investidores. Sabemos que os valores variam de acordo com a região da cidade, mais o preço médio está convidativo e as taxas de juros para financiamento também”, afirmou Eli. –

CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS