MS TERÁ PLANO ESTADUAL DE AGROECOLOGIA

MS TERÁ PLANO ESTADUAL DE AGROECOLOGIA

 

Grupo de Trabalho tem 90 dias para concluir a elaboração do Plano Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e de Extrativismo Sustentável de Mato Grosso do Sul (PLEAPO). (Foto: joão Prestes Vianna)

Grupo de Trabalho tem 90 dias para concluir a elaboração do Plano Estadual de Agroecologia,
Produção Orgânica e de Extrativismo Sustentável de Mato Grosso do Sul (PLEAPO). (Foto: joão Prestes Vianna)

Grupo de Trabalho tem 90 dias para concluir a elaboração do Plano Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e de Extrativismo Sustentável de Mato Grosso do Sul (PLEAPO).

Profissionais de várias instituições públicas que constituem um grupo de trabalho responsável pela elaboração do Plano Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e de Extrativismo

Sustentável de Mato Grosso do Sul (PLEAPO), estiveram reunidos nos dias 2 e 3 de abril, em Campo Grande, para dar início aos trabalhos de elaboração do PLEAPO.

O PLEAPO é uma demanda da Lei Nº 5279, de 6/12/2018, que instituiu a Política Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e de Extrativismo Sustentável Orgânico (PEAPO). O Artigo 7º,

dessa Lei, estabelece que o Plano deve considerar: ações direcionadas para produtores agroecológicos e orgânicos consolidados; ações direcionadas para os produtores em transição

agroecológica e sistemas orgânicos; ações para as organizações sociais, cooperação, associação, economia solidária e sociedade civil; ações para incentivos ao consumo, acesso a

mercados e comercialização; ações de pesquisa, educação (em todos os níveis), capacitação, assistência técnica e extensão rural; ações de fomento ao incremento da produção,

processamento, insumos, tecnologias, crédito e incentivos econômicos; instâncias de gestão, parcerias, participação, controle e protagonismo social; além de diagnóstico da realidade e metas de conversão produtiva.

O PLEAPO deverá constar no Plano Plurianual (PPA) do Estado de Mato Grosso do Sul, sendo assim, o grupo de trabalho tem um prazo de 90 dias para concluir o PLEAPO. Foram planejados

quatro encontros presenciais na capital para que o grupo possa avançar na elaboração desse documento. As atividades do grupo estão sendo coordenados pela gestora de Desenvolvimento

Rural, da Coordenadoria de Agricultura Familiar da Semagro, Francimar Perez Matheus da Silva.

Ela explica que o PLEAPO será composto por quatro eixos principais: Produção, redes de comercialização e organizações sociais, além de conhecimento e formação.

O Grupo de Trabalho Interinstitucional é composto por representantes de nove instituições: Agraer, Embrapa, UFGD, UEMS, Famasul/Senar e Sebrae, além de três representantes da

Comissão Estadual da Produção Orgânica no Mato Grosso do Sul – CPOrg/MS, representados pela Fiocruz, Ministério da Agricultura/SFA e um membro da sociedade civil, o agricultor Vandelei Azambuja, que também é representante da Organo Coop (Cooperativa de Produtos Orgânicos de Campo Grande).

Francimar explica que desde 2016, o Governo Estadual vem trabalhando para viabilizar políticas públicas em prol do segmento agroecológico. “Acreditamos que esse é um passo final rumo a concretização da etapa de planejamento. Esperamos que já no início de 2020, seja possível dar  início a etapa de execução do PLEAPO”, disse. Ela ressalta ainda a importância de fortalecer esse segmento produtivo dado o aumento da demanda do mercado consumidor em todo o mundo, bem como no Brasil e acrescenta “e o Mato Grosso do Sul acompanha essa tendência”, finaliza.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Ivo de Sá Motta, participou da reunião. Segundo ele, a elaboração do PLEAPO é um processo desafiador e que exige muita responsabilidade dos participantes e completa que “a expectativa é que os resultados desse plano contribuam com melhorias da capacidade produtiva dos produtores de alimentos orgânicos”.

O primeiro encontro do profissionais estaduais aconteceu na Semagro, em Campo Grande, na quarta-feira, 27 de março, quando foi definido o método de elaboração do PLEAPO e a

composição do Grupo de Trabalho.

 

Christiane Congro Comas, da Embrapa Agropecuária Oeste