MS TEM O MAIOR ÍNDICE DE DIVÓRCIO DO PAÍS

MS TEM O MAIOR ÍNDICE DE DIVÓRCIO DO PAÍS
O indicador do estado no ano passado ficou em 3,58 para cada mil pessoas, bem acima dos 2,48 para cada mil do país

O indicador do estado no ano passado ficou em 3,58 para cada mil pessoas, bem acima dos 2,48 para cada mil do país

Com taxa de 3,58, Mato Grosso do Sul continua na liderança do número de divórcios no País. Os dados são de registro civil 2017 do IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística). A pesquisa levou em conta os divórcios das pessoas de 20 anos ou mais de idade concedidos em 1ª instância ou realizados por escrituras extrajudiciais.

 Conforme o IBGE, o número de divórcios consensuais concedidos em 1ª instância ou por escritura aumentou 11,5% em Mato Grosso do Sul. Os números também acompanham a diminuição na duração dos casamentos, que caiu 6,4 anos em 10 anos. Em 2007, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio era de 18 anos.
 Já em 2017, esse número cai para 11,6 anos. O maior número de divórcios ocorreu em famílias com filhos menores de idade: 44,17%. Já 34,41% dos divórcios ocorreram em famílias sem filhos, 14,30% em famílias com filhos maiores de idade e 7,11% com filhos maiores e menores de idade.

BRASIL

Em todo o país os divórcios aumentaram 8,3% em relação a 2016. Em 2017 foram 373.216 divórcios frente a 344.526 divórcios em 2016. Apesar de Mato Grosso do Sul liderar o número das separações, a região Sudeste apresentou a maior taxa geral de divórcio. As idades médias das pessoas que se divorciaram eram 43 anos para os homens e 40 anos para as mulheres.

Em todo o país, o tempo de casamento também diminuiu. Entre 2007 e 2017, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio caiu de 17 para 14 anos.

Assim como em Mato Grosso do Sul, no país a maior parte dos divórcios ocorreu no âmbito de famílias com filhos menores de idade: 45,8%. Já os divórcios com guarda compartilhada dos filhos teve aumento 16,9%, em 2016, para 20,9% em 2017. As mulheres estão à frente da guarda dos filhos menores. Em 2017 69,4% das guardas eram das mulheres.