MS é o 3º com menos animais abandonados no país

MS é o 3º com menos animais abandonados no país

cão

No ranking dos estados com mais animais sem um tutor definido, Mato Grosso do Sul está na frente somente do Piauí e Sergipe, ocupando a 25º colocação, segundo levantamento realizado pelo Instituto Pet Brasil (IPB). O Estado tem aproximadamente 1,8 mil animais entre cães, gatos, peixes, aves e répteis e pequenos mamíferos sob a tutela de organizações não governamentais (ONG) ou grupos protetores de animais.

De acordo com o IBP, esta parcela representa cerca de 1,1% da população total de animais ‘abandonados’ em todo o País, que é de 172 mil. O número para os cachorros chega a 165,2 mil e 6,8 mil são gatos. Os abrigos de médio porte destacam-se por tutelar mais de 89 mil animais, portanto, são responsáveis por mais de 52% da população de pets disponíveis para adoção.

Desse número, seis pets são da Associação de Proteção Animal Sueli Craveiro Cão Feliz, que estão aptos para adoção, segundo a presidente fundadora da ONG, Kelly Macedo. A associação, que existe há quase seis anos e meio, tem atualmente sob sua tutela 115 cães de pequenos a grandes portes. “Nós resgatamos quando encontramos os cachorros e quando algumas pessoas pedem socorro a gente arruma uma vaga na ONG também”, disse ela. Todos os animais estavam em situação de rua e recebem atendimento de um veterinário voluntário uma vez por semana.

Dos 115 animais, 14 são os cães resgatados de uma fazenda na MS-040 no dia 23 de setembro. Uma pessoa soube da situação de maus-tratos e entrou em contato com a ONG Abrigo dos bichos, que, por sua vez,  fez a denúncia à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat). A delegacia então passou a investigar o caso e, junto com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e a ONG, fez o resgate.

O abrigo acolheu todos os animais, que, só no primeiro dia, comeram 30 kg de ração. De acordo com Joilson Ferreira, funcionário da fazenda, objetivo da criação e das cruzas dos animais era melhorar a genética dos animais comercializados como cães de caça. Os valores variavam de R$ 500 a R$ 2 mil.

Como não tinham espaço, a ONG que resgatou os cães entrou em contato com Kelly para que eles pudessem usar a Cão Feliz como lar temporário, até que conseguissem um tutor. O levantamento apurou a existência de 370 ONGs atuando na proteção animal. Dessas, 169, ou 46%, estão na região Sudeste, seguida pelas regiões Sul (18%), Nordeste (17%), Norte (12%) e, por fim, Centro-Oeste (7%). As de pequeno porte conseguem abrigar até 100 animais, as de médio porte, de 101 a 500, e as de grande porte abrigam mais de 501 animais.