FUSÕES E AQUISIÇÕES – DESTAQUES DA SEMANA 26/mar a 01/abr/2018

FUSÕES E AQUISIÇÕES – DESTAQUES DA SEMANA 26/mar a 01/abr/2018

 

Captura de Tela 2018-04-01 às 23.03.40Divulgadas 18 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 26/mar a 01/abri/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 10 setores.

 

 

 

 

 

 

 

02NEGÓCIOS DA SEMANA

“Market Movers” – Brasil

  • Cemig faz oferta vinculante para comprar fatia na Brasil PCH junto à Renova Energia – A elétrica estatal mineira Cemig apresentou uma proposta vinculante à sua controlada Renova Energia para a aquisição da participação da empresa na Brasil PCH, de acordo com fato relevante nesta quinta-feira. O negócio, cujos valores não foram divulgados, visa viabilizar o pagamento de valores devidos pela Renova à unidade de geração e transmissão da Cemig, a Cemig GT, segundo o comunicado, que também não cita o valor dos débitos entre as empresas. 28/03/2018

“Market Movers” – Exterior

  • Carlyle vence disputa por subsidiária da Akzo Nobel  – A Carlyle, grupo de private equity americano, e o GIC, fundo soberano de Cingapura, venceram a disputa pela compra do braço de especialidades químicas da Akzo Nobel, fabricante de tintas holandesa, por € 10,1 bilhões, incluindo dívidas. … 28/03/2018
  • CME acerta compra da britânica de tecnologia financeira NEX por US$ 5,4 bilhões –  O grupo Chicago Mercantile Exchange (CME) acertou a aquisição por cerca de US$ 5,4 bilhões da empresa britânica de tecnologia financeira NEX. Se confirmado, o acordo colocaria o gigante do segmento de operações com futuros em uma posição de comando no vasto mercado da dívida do governo dos Estados Unidos. As duas empresas afirmaram hoje, em comunicado, que chegaram a um entendimento que avalia a NEX a 10 libras esterlinas (US$ 14,08) por ação. O negócio precisa ser aprovado por reguladores e pelos acionistas da companhia britânica. 29/03/2018
  • Empresa de handsets Plantronics adquire Polycom por US$ 2 bilhões – A Plantronics  firmou nesta sexta-feira, 29, um acordo definitivo para adquirir a Polycom em uma transação em dinheiro e ações avaliada em US$ 2 bilhões. O acordo foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração das duas empresas, e está sujeito a aprovações regulatórias e outras condições de fechamento habituais, e deve ser concluída até o final do terceiro trimestre de 2018.
  • Ex-fundador da Clear capta R$ 45 milhões com fundo de filho do Lemann – Apesar de americana, a empresa mira em clientes latinos. A Avenue Securities, nova empreitada de Roberto Lee, sócio-fundador das corretoras WinTrade e Clear, acaba de captar 7 milhões de dólares (cerca de 45 milhões de reais) em investimento. Por trás do aporte está a Vectis Partners, empresa de participações de Patrick Ogrady, ex-presidente da XP Gestão, Alexandre Aoude, ex-presidente do Deutsche Bank no Brasil e ex-vice-presidente do banco Pine, e Paulo Lemman, filho do empresário Jorge Paulo Lemman.30/03/2018
  • Danone conclui venda de parcela de sua participação na Yakult por 1,3 bi de euros – A Danone anunciou nesta terça-feira, 27, a conclusão da venda de 24,6 milhões de ações da Yakult por 1,3 bilhão de euros (US$ 1,611 bilhão), que corresponde à avaliação de 39 vezes o lucro líquido obtido pela companhia japonesa em 2017. Com isso, a participação da Danone no capital social da Yakult foi reduzida em 14,7 pontos porcentuais, de 21,3% para 6,6%. Apesar da redução, a Danone continuará sendo a principal acionista da Yakult e indicará dois diretores para aprovação na Assembleia Geral Anual de acionistas. 28.03.2018
  • Farmacêutica GSK pagará US$ 13 bilhões por participação na Novartis  – Joint venture começou em 2014. Em 2017, parceria faturou US$ 11 bi. A britânica GSK (GlaxoSmithKline) concordou em pagar US$ 13 bilhões (o equivalente a R$ 42,9 bilhões) por uma participação de 36,5% na farmacêutica suíça Novartis. Com a aquisição, ficará com 100% dos produtos na área de cuidados de saúde da Novartis. A GSK tem 1 portfólio de produtos para as áreas das principais doenças, incluindo asma, câncer e controle de vírus. Já a companhia suíça tem entre seus principais produtos a linha Sensodyne, de higiene bucal, os comprimidos para dor de cabeça Panadol, o gel muscular Voltaren e os adesivos para combater o tabagismo Nicotinell. A joint venture entre as duas empresas nasceu em 2014. Nos 3 anos seguintes, as vendas da unidade de negócio conjunta para os cuidados de saúde cresceram a uma média anual de 4% –registrando 1 faturamento de US$ 11 bilhões (R$ 37 bilhões) em 2017.27/03/2018

HUMORES & RUMORES

M & A – VENDA

  • Petrobras planeja vender fatia de 25% do refino, diz jornal – A Petrobras está planejando a venda de uma participação de 25 por cento em sua capacidade de refino informou o jornal Folha de S. Paulo neste sábado. A ideia seria a Petrobras reunir suas refinarias em dois grupos, localizados no Sul e Nordeste do Brasil, disse a Folha, sem citar a fonte. A Petrobras disse, em email à Reuters, que nenhuma decisão foi tomada ainda sobre suas refinarias. 31/03/2018
  • Eunício negocia venda de sua empresa por R$ 450 milhões – Eunício Oliveira está prestes a ficar 450 milhões de reais mais rico. O presidente do Senado negocia a venda de sua empresa de transporte de valores para um grupo estrangeiro…. 30/03/2018
  • Clealco busca novos investidores – Sete meses após reestruturar uma dívida de R$ 1 bilhão com bancos credores, o grupo sucroalcooleiro Clealco, dono de três usinas em São Paulo, está procurando investidores que possam injetar capital na companhia, seja por meio de uma participação minoritária, majoritária ou mesmo da venda total das usinas, afirmou o CEO da companhia, Alberto Pedrosa, ao Valor. O executivo disse que não há um “prazo” para realizar uma transação e que a busca por um investidor ocorre de forma “serena”. Mas admitiu que, diante do atual cenário de baixos preços do açúcar, a companhia “está se preparando para continuar sua operação” e que só uma capitalização permitirá “retomar o ritmo de expansão e de investimentos industriais”. Para a safra 2018/19, a Clealco planeja moer 7,5 milhões de toneladas de cana, ante 8 milhões de toneladas no ciclo 2017/18.28/03/2018
  • CSN vai vender R$ 2 bi a R$ 3 bi em ativos em 2018, diz presidente – Steinbruch não deu detalhes sobre os ativos que a CSN promete vender neste ano. O presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou nesta terça-feira que a companhia vai realizar em 2018 vendas de ativos de 2 bilhões a 3 bilhões de reais, aproveitando o momento de melhora de seus indicadores operacionais. “A desalavancagem vai sair este ano, por uma questão de convergir com o melhor resultado operacional nosso”, disse Steinbruch a analistas, durante teleconferência sobre os resultados de quarto trimestre divulgados pela CSN na noite da véspera. “Vocês podem aguardar em 2018 desalavancagem de 2 bilhões, 3 bilhões de reais em termos de vendas de ativos”, disse Steinbruch, acrescentando que a CSN deverá entregar este ano aumento de 20 por cento na receita e crescimento na margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Executivos da companhia comentaram que a empresa tem meta de reduzir seu índice endividamento para 3,5 vezes Ebitda até meados de 2019 ante estimativa divulgada no final de 2017 de atingir esse índice até o final de 2018.27/03/2018
  • Família Rocha Loures vende Nutrimental – A fabricante de alimentos paranaense Nutrimental contratou o banco Itaú BBA para uma venda total ou parcial, de acordo com duas fontes. Fundada pela família Rocha Loures no Paraná, a empresa fabrica barrinhas de cereais, mingaus, cereais matinais e suco em pó e é dona das marcas Nutry, Nutribom, Nutrilon e Nutrinho. A companhia já começou as conversas com potenciais interessados, incluindo PepsiCo, General Mills, Mondelez, entre outras empresas brasileiras e asiáticas. Questionada sobre o processo de venda, a Nutrimental diz que mantém o curso normal de seus negócios e atividades e não comenta rumores de mercado. A empresa tem faturamento de R$ 300 milhões e planeja uma venda em torno de R$ 1 bilhão, conforme executivo com conhecimento do assunto. As sondagens iniciais, no entanto, apontam um valor para o negócio abaixo disso, entre 1 e 1,5 vez o faturamento. O desempenho financeiro da companhia vem sendo afetado por maior competição e necessidade de novos investimentos em inovação. 26/03/2018

M & A – COMPRA

  • Amazon analisa comprar outras empresas no Brasil – Varejista norteamericana está negociando comprar Casas Bahia e Ponto Frio, da Via Varejo. A Amazon, empresa de comércio eletrônico dos Estados Unidos, está negociando um acordo com a Casino Guichard Perrachon, que controla a Via Varejo, responsável pelas Casas Bahia e Ponto Frio no Brasil. As informações foram publicadas pela agência de notícia Reuters. Segundo a agência, o acordo seria uma parceria ou venda da rede de eletrodomésticos e eletrônicos da Casino, que hoje controla a terceira maior operação de comércio eletrônico do Brasil, com mais de 900 lojas no país. Com essa negociação, a Amazon se tornaria uma das maiores revendedoras de eletrônicos do país. 28/03/2018
  • EDP Brasil lança oferta para ficar com até 33,6% da Celesc – A EDP Energias do Brasil, controlada pela portuguesa EDP, lançou uma oferta para ficar com até 33,6 por cento da elétrica catarinense Celesc. A oferta da EDP Brasil, que já tem uma participação na Celesc, envolve uma fatia de 19,1 por cento das ações, ao preço de 27 reais por ação, o equivalente a 199 milhões de reais. “Caso a oferta atinja todo o seu potencial, a EDP Brasil passará a deter uma participação de 33,6 por cento do capital da Celesc, reforçando assim o seu foco nas redes reguladas, não só na distribuição, mas também na transmissão, segmentoonde está desenvolvendo várias linhas, uma das quais em parceriacom a Celesc”, afirmou a empresa ao mercado. A EDP Energias do Brasil concluiu em meados do mês a aquisição de 14,5 por cento da Celesc, por 244 milhões de reais, um negócio que havia sido anunciado em dezembro passado.27/03/2018
  • Gigante chinesa Fosun aumenta aposta no Brasil – R$ 700 milhões foram injetados em um prédio corporativo em São Paulo e em participações na Rio Bravo Investimentos e na Guide Investimentos. Em meio a uma onda de descrédito em relação às gigantes chinesas que crescem no mundo todo por meio de aquisições e estão altamente endividadas, o grupo Fosun – que tem participação no Cirque du Soleil e na rede hoteleira Club Med – avança no Brasil. Após injetar cerca de R$ 700 milhões em um prédio corporativo em São Paulo e em participações na Rio Bravo Investimentos e na Guide Investimentos, a empresa chinesa estuda ativos brasileiros nos setores de saúde, entretenimento e financeiro, sobretudo na área de risco corporativo. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Fosun ainda tem interesse em levar a parte de seguros do Grupo Austral – em 2016, as companhias já haviam conversado. A ideia agora é separar a seguradora da resseguradora e ficar apenas com a primeira. Além da Austral, que não comenta o assunto, a chinesa já analisou ativos no Brasil como a Notredame Intermédica (operadora de planos de saúde e dona de 18 hospitais), o Complexo Hospitalar Aliança, da Bahia, e empresas no setor da construção. A Fosun não confirma as negociações. “Não comentamos. Mas o processo de investimento da Fosun é muito seletivo. Há um orçamento global (para aquisições) e o país que tem melhor ativo leva”, diz o português Diogo Castro e Silva, diretor da Fosun no Brasil. 27/03/2018
  • SoftBank planeja investir mais de US$ 100 milhões na startup brasileira Loggi – A gigante japonesa de tecnologia planeja investir de US$ 100 milhões à US$ 150 milhões na Loggi, startup brasileira de entregas. A SoftBank, uma gigante de tecnologia do Japão, está planejando investir na Loggi – uma startup brasileira de entregas. Segundo o que fontes informaram à Bloomberg, o investimento será por volta de US$ 150 milhões. No mercado desde 2013, a Loggi traz uma solução para a logística de entregas no país, conectando pessoas físicas, empresas, e-commerces e restaurantes com motoboys. Na solução, é possível acompanhar em tempo real o andamento do pedido e adicionar múltiplos pontos em uma única entrega, otimizando rotas. A taxa de entrega e a rota a ser utilizada é calculada pelo próprio aplicativo. 23/03/2018

PRVATE EQUITY

  • Pátria negocia compra de distribuidora de insumos do PR – O Pátria Investimentos mantém negociações para adquirir o controle do Grupo Pitangueiras, do Paraná. Se confirmado, será a primeiro negócio da gestora no segmento de comercialização e distribuição de insumos agrícolas no país. Segundo o Valor apurou, as tratativas estão na reta final e a conclusão da transação deverá ser anunciada logo. Com faturamento anual de aproximadamente R$ 250 milhões, o Pitangueiras foi criado em 1990 e atua exclusivamente no Paraná. Além de ter sede na capital do Estado, tem oito escritórios regionais e 11 unidades de distribuição e vendas nas regiões de Curitiba e Campos Gerais. É também um dos principais revendedores de produtos da Bayer no mercado paranaense.28/03/2018

IPO

  • Duas empresas de saúde vão abrir capital – Vendendo saúde. Duas aberturas de capital de empresas de saúde vão disputar a atenção do mercado em breve. São a Hapvida e a Intermedica. Coisa de 3 bi….  01/04/2018
  • IPOs frustram expectativa, 1º tri termina sem emissões no Brasil – Ao contrário das fortes expectativas, nenhuma oferta inicial de ações foi concretizada no mercado local no primeiro trimestre de 2018 – e ainda vieram dois cancelamentos. Depois da alta no volume de IPOs de 2017, a previsão era de que o ritmo firme fosse mantido, já que o calendário eleitoral imporia a concentração das operações nos primeiros meses do ano. PagSeguro Digital levantou US$ 2,3 bilhões em janeiro, mas em Nova York, e não na bolsa brasileira. Ao mesmo tempo, Blau Farmacêutica e Ri Happy adiaram ofertas já anunciadas, alegando condições de mercado e preços desfavoráveis. E nada mais aconteceu. Os cancelamentos também aconteceram na Argentina, onde pelo menos quatro IPOs enfrentaram problemas este ano. 29/03/2018
  • Intermédica define a faixa de preço do IPO – A operadora de serviços de saúde Notre Dame Intermédica definiu nesta quinta-feira a faixa de preço para sua oferta inicial de ações (IPO) entre 14,50 e 17,50 reais por ação. A Intermédica e seu acionista controlador,  a Bain Capital, pretendem levantar entre 1,8 bilhão e 2,1 bilhões de reais, de acordo com o documento. A empresa usará cerca de 330 milhões de reais para aumentar o capital de giro.  O preço do IPO está programado para 19 de abri.29/03/2018
  • Empresas fazem jogada dupla em busca de capital – Empresas e bancos estão aproveitando a janela de mercado para oferta pública de ações para tentar negociações paralelas de capitalização. Enquanto preparam a operação em bolsa, pressionam potenciais interessados – como concorrentes e fundos de investimento para fechar negócios mais rápido e em melhor preço. Ao menos 11 empresas apelaram para o caminho duplo nos últimos meses, como a operadora de saúde Notre Dame Intermédica, a empresa de meios de pagamento PagSeguro e a distribuidora Eletropaulo. A negociação dupla é uma garantia extra de que a companhia conseguirá efetivar algum evento de capitalização, para saída de acionistas ou para colocar dinheiro em caixa. Se alguma der errado, há outra correndo ao mesmo tempo. Foi o que aconteceu com a mineira Algar Telecom, que acabou desistindo do IPO após sofrer pressão para baixar o preço ao disputar investidores na mesma semana com outras três ofertas bastante concorridas, do Burger King, da Sanepar e da BR Distribuidoras. A companhia de telefonia tinha se mantido aberta às propostas de investidores e fechou negócio por R$ 1 bilhão com o fundo soberano de Cingapura GIC – que comprou parte da operação e também aportou capital.29/03/2018
  • Multilaser contrata bancos para fazer IPO – A lista de empresas que farão oferta de ações no primeiro semestre já começou a ter ajustes. Vai entrar na fila a fabricante de produtos de informática Multilaser, que contratou os bancos Safra, J.P. Morgan, Itaú BBA, Citi, Bradesco BBI e BB Investimentos para seu IPO, segundo o Valor apurou. Os principais sócios da Multilaser são Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, que transformaram a empresa que fazia reciclagem de cartuchos de impressora em uma das maiores fabricantes de tablets, notebooks e smartphones do país, com faturamento de cerca de R$ 2 bilhões. Há um ano, a companhia entrou no segmento de eletroportáteis, com fabricação de itens de cozinha, cuidados pessoais e limpeza doméstica e aumentou o investimento no complexo industrial em Extrema, Sul de Minas Gerais. A Multilaser deve pedir registro de empresa aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nas próximas semanas.27/03/2018
  • Caixa Seguridade conclui parceiras até junho para pavimentar IPO –  A Caixa Seguridade, braço de participações da Caixa Econômica Federal em seguros e previdência, deve concluir até junho a formação de joint ventures nas suas quatro áreas de negócios, em preparação para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). “Os sócios nas joint ventures esperamos concluir até junho”, disse nesta sexta-feira o diretor de relações com investidores da Caixa Seguridade, Thiago Souza Silva, durante apresentação a analistas da Apimec. “Depois é aguardar a melhor janela de mercado para o IPO.” A Caixa Seguridade tentou pela primeira vez se listar em bolsa em 2016, mas suspendeu os planos devido às condições adversas do mercado e aos entraves na negociação com a francesa CNP Assurances, sua sócia na Caixa Seguros Holding, joint venture que tem negócios como a Caixa Seguradora e a corretora Wiz.26/03/2018

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • BBM compra divisão de companhia multinacional e expande atuação – Criada há 21 anos no Paraná por integrantes da família Battistella, a transportadora rodoviária de cargas BBM passou por uma reestruturação para se tornar uma das maiores operadoras logísticas do Mercosul nos próximos quatro anos. A empresa recebeu em agosto uma injeção de capital do fundo Stratus, especializado em investir em empresas de porte médio. De lá para cá, a direção da BBM foi profissionalizada, foi constituído um conselho de administração e estabelecido um plano de negócios. A meta é quase quadruplicar o faturamento da companhia, saindo de R$ 360 milhões em 2017 para R$ 1,2…27/03/2018
  • Wheaton compra operação da Verescense – A fabricante brasileira de embalagens de vidros Wheaton, acertou a compra da operação brasileira da Verescense (antiga SGD). A incorporação vai garantir um incremento de cerca de 28% para a Wheaton no Brasil, que vai ver o seu faturamento ficar próximo da casa do R$ 1 bilhão. O negócio vai fazer da Wheaton uma das maiores operações globais de embalagens de vidros para perfumaria e cosméticos do mundo. De origem francesa, a Verescence é a maior fabricante de embalagens de vidros para perfumes do mundo. Por aqui, a empresa tinha a Natura como maior cliente, além de posições fortes no Grupo Boticário e na Avon. A estratégia da empresa desde que chegou ao Brasil, no final dos anos 1990, ainda como Saint Gobain Desjonquers sempre foi a de restringir seu atendimento a alguns poucos grandes clientes. Agora, além da Wheaton, a única empresa com produção de frascos de vidro para perfumes e cosméticos no Brasil é a também brasileira Vidraria Anchieta. A mexicana Vitro, que tem um terreno na Bahia para a construção de uma fábrica há pelo menos dois anos, ainda não iniciou a construção.16/03/2018
  • Equatorial faz oferta para ficar com totalidade da Intesa – Companhia já detém 51% e quer os 49% restantes que estão com Eletronorte e Chesf por R$ 271 milhões. A Equatorial Energia apresentou oferta vinculante à Eletrobras para adquirir ações representativas de 49%  do capital social total da sociedade Integração Transmissora de Energia (Intesa), pelo valor de R$ 271,9 milhões. A Equatorial é detentora de 51% da SPE em sociedade com a Eletronorte que detém 37% e a Chesf com 12%. O preço de aquisição está sujeito a ajustes previstos na oferta, dentre os quais estão eventuais distribuições de resultados pela Intesa e ajustes na RAP. 29/03/2018
  • Via recebe investimento da YOPdev – A Via CSC, empresa lançada em janeiro a partir da fusão entre a Via Indicadores e a CSC.educ, recebeu um investimento da argentina YOPdev, que se torna nova sócia da empresa. O acordo aportará R$ 1,5 milhão no desenvolvimento de uma nova tecnologia para a gestão de back-office. Além deste valor, a Via investirá mais R$ 2 milhões em novas contratações, marketing e produtos ao longo de 2018. Voltada para pequenas e médias empresas no segmento de varejo, bares, restaurantes e instituições de ensino, a Via oferece uma plataforma para gestão de negócios e atende a 150 clientes.29/03/2018
  • Toshiba América do Sul é vendida para TSEA – A Toshiba Corporation vende a Toshiba América do Sul  para o fundo de investimento TSEA Participações S.A., por cerca de R$ 50 milhões  (aproximadamente 1,7 bilhão de ienes).. 23/03/2018
  • Play2sell recebe investimento da Latin America Angels Society – Além da LAAS, investidores-anjo da ABMI e os fundos de investimento JUPTER AdVentures e o NB Capital também participaram da rodada. Play2sell, startup de construtech, recebeu investimento da Latin America Angels Society (LAAS). Valor do aporte não foi revelado por ambas as partes. Além da LAAS, investidores-anjo da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI) e os fundos de investimento JUPTER AdVentures e o NB Capital também participaram da rodada. O capital investido na startup já possui destino. A companhia irá utilizar para aprimorar o produto, aquisição de clientes e em marketing. Segundo o CEO da Play2Sell, Felipe dos Santos, depois de conquistar este setor da construtech, o plano é investir em outras verticais como varejo, automotivo e vendas diretas. 28/03/2018
  • Taesa e ENTE concluem aquisição de participação na transmissora IB – Taesa deterá direta e indiretamente 49,99% da empresa responsável pela construção de lote M do leilão de abril de 2016. A Taesa e sua coligada, a Norte de Transmissão de Energia S.A. (ENTE), anunciaram na última segunda-feira, 26 de março, a aquisição de participação do capital social da IB SPE Transmissora de Energia Elétrica S.A. (IB). Após obter parecer positivo junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Taesa pagou R$ 3,5 milhões em 24,95% de participação nas ações, enquanto a ENTE entrou com R$ 7 milhões por 50,10%, valores corrigidos pela variação da taxa CDI apurada entre 30 de agosto de 2017 e a presente data. Com a conclusão da aquisição, a Taesa passa a deter direta e indiretamente 49,99% da IB, valores que incluem todas as despesas diretamente relacionadas à implementação da nova LT do Lote M, que terá extensão total de 168 Km e investimento estimado pela Aneel em aproximadamente R$367,9 milhões. A Alupar, através da ENTE na qual tem participação, deterá indiretamente 25,06% da IB.27/03/2018
  • Cemig faz oferta vinculante para comprar fatia na Brasil PCH junto à Renova Energia – A elétrica estatal mineira Cemig apresentou uma proposta vinculante à sua controlada Renova Energia para a aquisição da participação da empresa na Brasil PCH, de acordo com fato relevante nesta quinta-feira. O negócio, cujos valores não foram divulgados, visa viabilizar o pagamento de valores devidos pela Renova à unidade de geração e transmissão da Cemig, a Cemig GT, segundo o comunicado, que também não cita o valor dos débitos entre as empresas. A proposta vem em um momento em que a Renova trabalha na conclusão da venda para a canadense Brookfield de seus principais ativos, o parque eólico Alto Sertão III, ainda em construção, e projetos eólicos em desenvolvimento. A transação envolveria a compra pela Cemig de 100 por cento das ações detidas pela Renova na Chipley Participações, uma empresa por meio da qual a geradora renovável detém uma fatia de 51 por cento na Brasil PCH. A Brasil PCH opera 13 hidrelétricas que somam 291 megawatts em capacidade instalada e têm a energia vendida no âmbito de um programa federal de incentivo a fontes renováveis, o chamado Proinfa.28/03/2018 650 milhoes
  • Nestlé vende negócio de águas no Brasil para grupo da marca Minalba – Grupo Edson Queiroz se torna dono das marcas São Lourenço e Petrópolis e passa a distribuir marcas premium como Perrier e S. Pellegrino. A Nestlé anunciou a venda de seu negócio de águas – o Nestlé Waters – no Brasil para o Grupo Edson Queiroz, dono das marcas Indaiá e Minalba. A operação deve ser submetida ao Cade nos próximos dias. Com a transação, o Grupo Edson Queiroz adquire as marcas nacionais São Lourenço e Petrópolis e as fábricas localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além disso, ela também passa a ter a concessão para distribuição das marcas globais premium Perrier, S. Pellegrino e Acqua Panna. A licença da Nestlé Pureza Vital também vai para o Grupo, que se torna responsável por sua produção e distribuição. Agora, a Nestlé Brasil passa a focar seus investimentos em categorias com fortes perspectivas de crescimento e também nas que já ocupa posições de liderança no país, como café, lácteos, petcare, nutrição e confectionery (chocolates e snacks). Produtos orgânicos também devem receber atenção da empresa no Brasil.28/03/2018
  • Empresa goiana compra lojas da D&D e abre dois espaços na Grande Vitória – A Holding BR Home Centers, empresa de Goiânia, comprou duas lojas do grupo D&D material de construção. O primeiro espaço, de 3 mil metros quadrados, foi transformado na rede TendTudo Acabamentos, e está localizado na Av. Civit, em Laranjeiras. O segundo estará funcionando na capital no final do mês de abril, na Av. Vitória. O grupo goiano foi o único a apresentar proposta em um leilão pelas duas lojas da D&D, que pertence grupo DLD Comércio Varejista, no dia 4 de outubro de 2017, e levou os empreendimentos por cerca de R$ 8 milhões.  A DLD, que também é dona das lojas Dadalto, chegou a ter quase 70 pontos de vendas no Brasil, mas se endividou e pediu recuperação judicial em outubro de 2015. 27/03/2018
  • Fintech Toro Investimentos lança corretora neste semestre após aporte de R$ 46 mi – Impulso no setor vem na sequência da melhora da economia brasileira, que estimula a busca de maior rentabilidade por investidores. A Toro Investimentos se prepara para lançar sua corretora ainda neste primeiro semestre, em um momento de aquecimento do setor, com várias outras casas também ampliando e modernizando suas estruturas, de olho em um potencial fluxo de investidores para o mercado de capitais com a melhora da economia brasileira. “A meta é ser a segunda corretora no país que mais cresce em abertura de contas até o fim do ano”, afirmou Gabriel Kallas, um dos cinco sócios-fundadores da empresa, criada há oito anos em Belo Horizonte (MG), com foco em educação financeira e tecnologia para investimentos. A empresa recebeu um aporte de 46 milhões de reais de um grupo de investidores, incluindo o presidente-executivo da Localiza, Eugênio Mattar, por uma participação ao redor de 25 por cento no ano passado.27/03/2018
  • Pipefy recebe aporte de US$ 16 mi para expandir operações – A startup brasileira Pipefy, que promete aos gestores de empresas otimizar processos e aumentar a produtividade sem a necessidade de recorrer ao setor de TI, recebeu um aporte de US$ 16 milhões de diversos fundos de investimento, entre eles o brasileiro Redpoint Ventures. Em nota, a empresa afirma que vai utilizar o capital para expandir suas operações e a contratação de novos funcionários, tanto no Brasil como na Califórnia, nos EUA, onde a companhia também tem escritórios.i 27/03/2018
  • Marketplace de beleza Singu recebe aporte de R$ 10 mi para expansão – App reúne 2 mil profissionais que prestam serviços de manicure, pedicure, massagem e depilação na casa ou escritório do cliente. A Singu, marketplace brasileiro de serviços de beleza e bem-estar, anunciou ter recebido um investimento de R$ 10 milhões. A startup informa que o aporte vem de um grupo de investidores, entre eles duas famílias que atuam no segmento, mas não revela seus nomes. Criada em 2016 por Tallis Gomes, também fundador da Easy Taxi, a empresa reúne em uma única plataforma prestadores de serviços de manicure, pedicure, massagem e depilação. O marketplace promete serviços de qualidade com preço de salão de bairro. Para isso, cobra dos profissionais cadastrados 30% de comissão sobre o valor do serviço prestado – menos do que a comissão nos grandes salões, que segundo a startup pode chegar a 70%.27/03/2018
  • BC Fund e Brookfield trocam R$ 2 bi em imóveis comerciais – No maior negócio do setor nos últimos anos, o BTG Pactual e a Brookfield acabam de fechar uma transação de R$ 2,1 bilhões em lajes corporativas, em mais um sinal de reaquecimento de um dos mercados que mais sofreu durante a crise. A transação marca um reposicionamento agressivo do BC Fund — o maior e mais líquido fundo imobiliário comercial do país, administrado pelo BTG. O fundo está vendendo R$ 1,3 bilhão em ativos para a Brookfield e comprando R$ 719 milhões em troca. Na Bolsa, o fundo tem um valor de mercado de R$ 2 bilhões. O BC Fund está se desfazendo de ativos com alta vacância, reduzindo sua exposição ao Rio, e comprando prédios com 100% de ocupação, enquanto a Brookfield está aumentando sua exposição a risco, apostando numa recuperação da economia.22/03/2018
  • Rede brasileira Gran Coffee adquire máquinas de venda de alimentos Fast Gourmet – Como parte de seu processo de expansão no Brasil, a rede de distribuidores de alimentos e bebidas Gran Coffee Comércio, a Locação e Serviços adquiriu todos os ativos de sua concorrente Fast Gourmet Comércio de Alimentos Ltda. O valor da compra foi de BRL 3 milhões. A Gran Coffee vem fazendo aquisições para expandir suas operações por cerca de três anos. Fortaleceu sua presença em diversos mercados da confederação brasileira, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Campinas.16/02/2018
  • Syngenta anuncia aquisição da companhia brasileira de tecnologia agrícola Strider – A multinacional suíça Syngenta anunciou nesta segunda-feira, 26, a aquisição da Strider, empresa brasileira de tecnologia agrícola focada em soluções para gerenciamento operacional de fazendas. Em nota, a Syngenta informou que a conclusão da transação está sujeita à autorização dos órgãos de controle. “A Strider é um importante player no mercado latino-americano de agricultura digital e a transação aumentará a capacidade da Syngenta de agregar maior valor aos clientes, fornecendo soluções digitais inovadoras para o gerenciamento de informações agrícolas”, destacou o comunicado.26/03/2018
  • Parceria de sucesso entre a Nuseed e a Atlântica Sementes no Brasil resulta em aquisição integral – A Nuseed recentemente adquiriu os 49% restantes das ações da Atlântica Sementes. Reconhecida por estar entre as dez melhores do Setor de sementes no Brasil, a Atlântica é a líder do setor em vendas de girassol, uma das três maiores de sorgo e uma das duas maiores de híbridos de canola. Seu portfólio também inclui posições de liderança em azevém e milheto. O negócio global da Nuseed é desenvolver eventos gerando inovação em proteínas e óleos, nos cultivos de canola, sorgo e de girassol. “A parceria entre a Nuseed e a Atlântica mostrou-se eficaz nos últimos anos,” diz Jorge Moutous, gerente geral da Nuseed para a América do Sul. “Ela possibilitou à Nuseed uma forte entrada no Brasil e a recente aquisição integral da Atlântica irá acelerar nossa habilidade de expansão e atendimento ao cliente.” 16/02/2108
  • Sorridents faz compra – O Grupo Sorridents, dono de 240 clínicas odontológicas com faturamento de R$ 260 milhões em 2017, comprou 60% da rede de depilação a laser e estética Giolaser. A operação adquirida possui 13 unidades no país, tem a atriz Giovanna Antonelli como sócia e faturou R$ 7,5 milhões no ano passado. Carla Sarni, fundadora da Sorridents, diz que planeja mais aquisições durante este ano.- Valor Econômico  26/03/2018.

 

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fusoesaquisicoes.blogspot.com.br