FUSÕES E AQUISIÇÕES – DESTAQUES DA SEMANA 25 /set a 01/out/2017

FUSÕES E AQUISIÇÕES – DESTAQUES DA SEMANA 25 /set a 01/out/2017

 

Captura de Tela 101017NEGÓCIOS DA SEMANA

“Market Movers” – Brasil

  • Senior investe na SocialBase – A Senior, desenvolvedora de sistemas para gestão, acaba de investir na SocialBase, que fornece soluções de rede social corporativa. Esta é a 10ª operação da área de fusões & aquisições da Senior – que no mês passado anunciou a compra da Gôndola Sistemas, empresa de soluções para o segmento supermercadista.

“Market Movers” – Exterior

  • Unilever fecha compra de empresa de cosméticos Carver Korea por US$2,7 bi – A Unilever concordou em comprar a empresa de cosméticos Carver Korea do Goldman Sachs, do Bain Capital e do fundador da companhia por 2,71 bilhões de dólares, à medida que expande os negócios de beleza e cuidados pessoais. O grupo anglo-holandês anunciou o acordo nesta segunda-feira, dizendo que a Carver era o negócio de cuidados dermatológicos de crescimento mais rápido da Coreia do Sul, por meio das vendas da marca A.H.C brand.i 25/09/2017
  • Ikea compra empresa TaskRabbit e entra na “economia colaborativa” – A Ikea, líder mundial na venda de móveis, vai comprar a empresa americana TaskRabbit, o que marcará sua entrada no setor da “economia colaborativa”. A TaskRabbit oferece uma plataforma on-line na qual as pessoas podem contratar um trabalhador independente para qualquer reparo em casa ou outros serviços, de um vazamento de água, montagem de móveis até esperar em uma fila de uma loja da Apple para comprar um novo iPhone no dia do lançamento. Fundada há nove anos, a TaskRabbit, com sede em San Francisco, está presente em 40 cidades americanas e em Londres. 29/09/2017
  • SAP compra empresa especializada em gestão de acesso e identidades digitais – Segundo a empresa, aquisição a sua posição na experiência omnichannel. A SAP selou acordo para incorporar a Gigya, fornecedora de solução de gestão de acesso e identidades de clientes. A plataforma tem como objetivo ajudar as empresas a construírem relações digitais com os seus clientes, permitindo a gestão do perfil dos consumidores, suas preferências e definições de consentimento, ao mesmo tempo que os clientes mantêm o controle total dos seus dados. 27/09/2017
  • Fusão de Alstom e Siemens cria gigante europeu dos trens-bala – Aproximação entre as duas empresas criará novo grupo com participação paritária de alemães e franceses; sinergias da ‘Airbus dos trilhos’ serão de € 470 milhões em 4 anos. As gigantes industriais Alstom, da França, e Siemens, da Alemanha, anunciaram um protocolo para a fusão de suas atividades ferroviárias, criando o que vem sendo chamado na Europa de “Airbus dos trens” de alta tecnologia. O objetivo da reunião é fundar uma grande companhia europeia capaz de enfrentar com vantagem a competição internacional em áreas como a concepção e a construção de trens de alta velocidade e sinalização de ferrovias. Para tanto, a Siemens vai ceder suas atividades à Alstom, que vai em troca lançar uma campanha de aumento de capital restrita à empresa alemã, que pode chega a 50% do capital.  Em troca da cessão dos ativos ferroviários da Siemens, Alstom cederá a termo 50% de seu capital à alemã. A Siemens-Alstom terá sede na cidade de Saint-Ouen, na região metropolitana de Paris. Juntas, as empresas movimentam € 15 bilhões, e registraram resultado líquido de € 1 bilhão no ano passado. 27/09/2017

HUMORES & RUMORES

M & A – VENDA

  • Para preservar a JBS, irmãos Batista já se desfizeram de metade do império – As empresas vendidas até agora foram avaliadas em R$ 24,4 bilhões. Desde que veio a público a delação premiada, os irmãos Joesley e Wesley Batista já se desfizeram de praticamente metade dos negócios para salvar seu império. As empresas vendidas até agora foram avaliadas em R$ 24,4 bilhões, enquanto o valor de mercado das companhias que ainda pertencem à família está em cerca de R$ 26,4 bilhões. Uma evidência disso é que as empresas já vendidas têm juntas receita líquida equivalente a 9% dos cerca de R$ 170 bilhões da JBS. Eles têm ainda o Banco Original (avaliado em R$ 2,2 bilhões), as termelétricas da Âmbar (R$ 800 milhões) e a empresa de higiene e limpeza Flora (R$ 400 milhões). A Âmbar e as marcas da Flora estão à venda, mas não tem sido fácil encontrar um comprador. Já o banco está envolvido em operações investigadas pela Justiça. 01/10/2017
  • Shopping à venda – As atuais negociações da BR Malls para a venda de shoppings deverão sair em um prazo de 12 a 18 meses, afirma o diretor-executivo de operações, Vicente Avellar, que não abre o total de ativos em estudo. “Existe uma análise pontual de alguns shoppings, mas são negociações mais longas, não tem como dizer se algo ocorrerá ainda neste ano”, diz ele. Hoje, são 44 empreendimentos no total. Após a captação de recursos, realizada em maio, a empresa passou a ter um endividamento confortável e não está pressionada a vender ativos, afirma. 01/10/2017
  • À venda, MGO Rodovias atrai Interessados – A MGO Rodovias, que administra a BR-050 entre Minas Gerais e Goiás, está atraindo a atenção de investidores que já começaram a colocar propostas na mesa. Com muito apetite estão os chineses, mas a CCR, Ecorodovias, o fundo Pátria e a Roadis, do PSP Investments, também estão de olho no ativo.. 01/10/2017
  • Votorantim cimentos vai vender 50% de fábrica nos EUA – A Votorantim Cimentos (NYSE:VEBM), empresa controlada pelo grupo Votorantim, anunciou a venda sua participação de 50% em uma companhia de cimentos no norte do Estado da Flórida. A venda faz parte da estratégia da companhia de priorizar ativos em seu portfólio e de redução de endividamento.27/09/2017
  • Faculdade de Medicina de Olinda negocia fatia – Inaugurada há apenas três anos, a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), em Pernambuco, negocia a entrada de um investidor para financiar sua expansão. Já há um processo competitivo em andamento com interesse, principalmente, de fundos de private equity. Um dos que já olharam o ativo é a gestora Bozano que já tem faculdades na área da saúde, segundo o Valor apurou.. 27/09/2017
  • Seara Indústria oferece ativos a CHS e Bunge em meio à recuperação judicial, dizem fontes – A trading brasileira de soja Seara Indústria ofereceu seus ativos de logística a credores, incluindo a trading norte-americana Bunge e a cooperativa agrícola CHS, em uma aposta para resolver seu processo de recuperação judicial que está ameaçado por alegações de fraude, informaram duas pessoas envolvidas no caso. A Seara Indústria & Comércio de Produtos Agropecuários entrou com pedido de recuperação judicial em abril para reestruturar 2,1 bilhões de reais em dívidas. 27/09/2017
  • Hypermarcas nega ‘veementemente’ venda ou mudança de controle – A Hypermarcas voltou a negar nesta que existam negociações em curso para venda de seu controle ou fusão com alguma outra empresa do setor farmacêutico. Em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM),  a companhia informou que o controlador “negou veementemente quaisquer negociações para venda ou alteração do controle acionário da companhia ou alienação de parte do seu investimento”. A empresa informou ainda que “não contratou assessores financeiros com mandato para discussão de quaisquer tipos de combinação de negócios, venda de parte de..25/09/2017
  • Cresce o número de falências entre usinas sucroalcooleiras – Usina fora de operação em Sertãozinho (SP): preços baixos e erros de gestão. Após quase uma década de crise, cresce o número de usinas no país que não consegue cumprir compromissos com credores e que, por consequência, deve engrossar as listas das que buscam proteção judicial ou das que estão tendo a falência decretada. A deterioração financeira dessas usinas se dá em meio à queda dos preços de açúcar e etanol no primeiro trimestre da safra 2017/18. Segundo levantamento da RPA Consultoria, há 52 unidades em recuperação judicial e 27 em falência, dentro de um universo de 444 plantas no Brasil. Em 2016, a lista de usinas em recuperação tinha 16 unidades a mais, porém 13 delas tiveram a falência decretada pela Justiça e três foram vendidas. O estudo avalia a situação de cada unidade industrial e não das empresas. 25/09/2017
  • Gerdau está vendendo hidrelétricas para fazer caixa – A Gerdau está vendendo duas hidrelétricas. Tenta levantar cerca de 700 milhões de reais com o negócio. O mandato de venda é do Credit Suisse. 24/09/2017

M & A – COMPRA

  • Raízen faz proposta vinculante por ativos da Shell na Argentina – A empresa disse que no momento não pode dar mais detalhes da proposta. A Raízen Energia anunciou nesta sexta-feira (29) que a Raízen Combustíveis submeteu uma proposta vinculante para adquirir o negócio de refino, distribuição de combustíveis e lubrificantes da Shell na Argentina, segundo comunicado divulgado pela companhia. Em agosto, a Reuters havia informado que a unidade da Raízen, que controla a segunda maior rede de postos de combustíveis no Brasil, estava perto de comprar ativos da Shell na Argentina, em um acordo avaliado em mais de US$ 1 bilhão, segundo duas fontes afirmaram na época. 29/09/2017
  • Caixa Seguridade e CNP Assurances firmam memorando para nova sociedade – A Caixa Seguridade e a CNP Assurances firmaram um memorando de entendimentos, não vinculante, para a formação de uma nova sociedade (Nova JV), que atuará nos ramos de seguro de vida, prestamista e previdência privada, com distribuição exclusiva na Caixa Econômica Federal. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Caixa ressalta que um “novo veículo societário” será criado e que a exclusividade na distribuição vigorará de janeiro de 2018 até fevereiro de 2041. No âmbito do acordo entre as empresas, a CNP renunciará aos direitos de exclusividade da atual parceira entre as partes. A transação ainda está sujeita à negociação e assinatura de documentos definitivos,  29/09/2017
  • Chinesa State Grid pretende participar de novos leilões no Brasil – A gigante chinesa State Grid Corporation of China (SGCC) avalia novas oportunidades de aquisições de empresas e ativos no Brasil e pretende participar dos próximos leilões de linhas de transmissão. Segundo o diretor-geral da área internacional da companhia, Zhu Guangchao, as condições da economia brasileira demonstram melhora e a empresa tem planos de crescimento no longo prazo, apesar de ele não ter divulgado uma meta para os próximos anos. “A taxa de juros está caindo. E a taxa de crescimento da economia está cada vez melhor. A State Grid .. 28/09/2017
  • Itaúsa mira novos ativos acima de R$1 bilhão – A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, tem planos de adquirir mais ativos não financeiros de valores acima de 1 bilhão de reais cada, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da companhia, Alfredo Setubal. “O foco serão ativos mais maduros e que tenham capacidade de gerar bons dividendos”, disse Setubal durante apresentação a analistas e investidores. ( 26/09/2017
  • Itaúsa pode avaliar participar de consórcio para comprar fatia na Braskem, diz Setubal – A Itaúsa pode avaliar a possibilidade de participar em um consórcio para compra de participação na petroquímica Braskem, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da holding controladora do Itaú Unibanco, Alfredo Setubal. “Investir sozinhos não, porque precisa de muito dinheiro, mas podemos avaliar participar em um consórcio”, disse Setubal a jornalistas às margens de evento do grupo com analistas e investidores. O executivo disse durante apresentação que a Itaúsa tem de 3 bilhões a 4 bilhões de reais por ano para novos investimentos em ativos não ligados ao setor financeiro, e que está sempre atenta a novas oportunidades, embora não planeje novas compras em 2017.26/09/2017
  • BR Home Centers faz proposta para compra da rede D&D – O grupo BR Home Centers, em comunicado ao mercado, informou que fez uma proposta para aquisição da D&D Material de Construção, com a intenção de participar de leilão da operação, controlada pela DLD Comércio Varejista, empresa que está em recuperação  judicial desde 2015. No comunicado, o grupo varejista informa que o leilão está marcado para dia 4 de outubro e a intenção da BR Home Centers é um plano de aquisição “sem a sucessão das dívidas e obrigações, conforme prevê o plano de recuperação judicial”. 26/09/2017

PRIVATE EQUITY

  • Somos Educação, da Tarpon, volta a cogitar venda para a Kroton – Controlada pela gestora Tarpon, a Somos Educação está mais perto de ser vendida e a Kroton é, novamente, vista como a principal candidata a compradora. A Somos, que tem editoras e colégios, quer novos recursos e vinha cogitando dois caminhos: o primeiro era a busca de um novo sócio para investimentos em expansão; o segundo, que hoje está mais perto de acontecer na visão do mercado, é a venda. O principal negócio da Kroton é o ensino superior, mas a companhia tem considerado a possibilidade de mirar aquisições no ensino básico, em especial depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) barrou a fusão com a Estácio. 29/09/2017
  • Rio Bravo negocia compra de edifício da São Carlos no Morumbi – A gestora Rio Bravo está negociando a compra de um edifício no bairro do Morumbi, em São Paulo, que foi a sede da seguradora SulAmérica, e que pertence hoje à São Carlos Empreendimentos. O local já possui até mesmo um contrato de aluguel de longo prazo com a escola americana Avenues, que abrirá sua primeira turma no segundo semestre do ano que vem. 29/09/2017
  • A Estácio na mira – A Advent, que nos últimos 40 dias entrou na Estácio, onde já detém 10,48% de participação e dois representantes no conselho de administração, quer mais poder na segunda maior empresa de ensino superior do Brasil. A gestora de private equity americana negocia com os fundos Oppenheimer, Coronation e Fidelity a formação de uma chapa, a ser apresentada em novembro, para a disputa da eleição do conselho. O objetivo do quarteto, que tem em torno de 40% do capital da Estácio, é controlar o conselho e assumir de fato a gestão da companhia, entregue a um comitê de estratégia, composto por executivos liderados por João Cox.25/09/2017

IPO

  • Bolsa interrompe sequência no vermelho e alcança melhor desempenho trimestral em 8 anos – Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira em alta de 0,99%, aos 74.293 pontos, após acumular seis quedas consecutivas. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, fechou o pregão desta sexta-feira, 29, em alta de 0,99%, aos 74.293,50 pontos, após uma sequência de seis sessões consecutivas de queda. Os ganhos mais robustos ficaram por conta das ações de bancos e setor siderúrgico. Com isso, o Ibovespa fechou setembro com valorização de 4,88%, terceiro melhor resultado mensal do ano, e com alta trimestral de 18,11%, a melhor em oito anos. Em agosto, melhor mês de 2017 até agora, a valorização somou 7,46%. 29/09/2017
  • Conselho da Petrobras aprova abertura de capital da BR Distribuidora – Estatal vai vender entre 25% e 40% de suas ações na empresa. O conselho de administração da Petrobras autorizou o protocolo de registro da oferta pública e de companhia aberta da Petrobras Distribuidora (BR) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o pedido de adesão ao Novo Mercado, nível mais elevado de governança corporativa da B3.28/09/2017
  • Algar Telecom contrata bancos para possível IPO – A operadora de telecomunicações Algar Telecom informou nesta segunda-feira que contratou bancos para assessorá-la numa possível oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A empresa não deu mais detalhes sobre os termos de uma possível oferta de ações, incluindo prazos nem se a operação poderia incluir a venda de tranches primária (ações novas) e secundária (papéis detidos pelos atuais sócios).25/09/2017
  • Preço baixo faz Tivit desistir de IPO. Além de Tivit, a locadora de automóveis Unidas desistiu da abertura de capital. Mesmo após ter encontrado demanda ao preço de R$ 35 – bem abaixo do piso previsto, de R$ 43 -, a companhia decidiu suspender sua abertura de capital. No ano, esta é a terceira oferta a ser cancelada. Além de Tivit, a locadora de automóveis Unidas desistiu do seu IPO no início do ano e a Ser Educacional cancelou sua oferta subsequente – a última, porém, estava com precificação marcada na mesma semana em que eclodiu a delação dos executivos da JBS, o que trouxe muita instabilidade ao mercado. Nesta semana, outras definições de preço foram pressionadas, como a da empresa de alimentos Camil, que só saiu após redução de valor, e a do Magazine Luiza, oferta subsequente precificada R$ 65. 29/09/2017
  • Após IPO, Camil pretende ampliar portfólio – Depois de captar R$ 370 milhões em uma oferta de ações na B3, a empresa de alimentos Camil pretende expandir seu portfólio de produtos e, para isso, pretende comprar empresas do setor de mercearia seca, tais como farinhas, massas e cafés, tanto no Brasil como em outros países da América do Sul. No IPO, que movimentou R$ 1,15 bilhão, as ações foram vendidas a R$ 9. Ontem, durante evento para o início das negociações das ações da empresa na B3, Luciano Quartiero, presidente da Camil, afirmou que o objetivo da companhia é aproveitar o mesmo caminhão que já transporta arroz, feijão, enlatados e açúcares para levar outros produtos para o varejo.29/09/2017
  • ‘Me engana que eu gosto.’ Verdade, mentira e bom senso nos IPOs – Uma dinâmica perversa está se instalando nos IPOs brasileiros, causando desconforto a emissores e investidores. Para uns, a origem do problema está nos bancos coordenadores, que prometem à empresa um ‘valuation’ agressivo como um expediente para ganhar o mandato. Em seguida, ao se defrontar com um mercado mais parcimonioso, os bancos coordenadores dizem às empresas que o mercado está resistindo, e sugerem reduzir a ambição de preço. Na atual safra de IPOs, Movida, Omega e a Camil tiveram que cortar suas faixas de preço para encontrar a demanda e conseguir levar o IPO adiante. Intermédica e Tivit, depois de sondar o mercado, não conseguiram lançar a oferta (três meses depois, a Tivit tentou de novo e lançou, mas se viu forçada a cancelar). Outros dois nomes — Carrefour Brasil e IRB — não chegaram a reduzir seu preço, mas precificaram no ponto mais baixo da faixa indicativa. Outro aspecto do problema é que o mercado de ações brasileiro é muito pequeno, o que faz com que os principais investidores tenham bastante poder de barganha. Há dois centros de gravidade: os fundos do Leblon — formadores de opinião — e fundos internacionais dedicados (que investem no Brasil), e que conversam rotineiramente com o Leblon.29/09/2017

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • SPRO investe em startup de sensores – A SPRO IT Solutions, parceria da SAP sediada em Curitiba, fez um aporte na E-Aware Technologies, uma startup especializada no projeto de sensores sem fio sob medida com aplicações em manufatura e agronegócio. O valor do aporte ou a participação adquirida não foram reveladas. A E-Aware foi criada dentro do grupo de pesquisa de automação da UFRGS por Jean Winter, no momento fazendo um PhD na universidade federal gaúcha. 02/10/2017
  • EZTec compra – O conselho de administração da EZTec aprovou ( 25/09/2017) a proposta de compra de 13,75% que a Lindencorp Participações e Incorporações detém na Phaser Incorporação, pelo valor de R$ 44 milhões. Após essa operação, a EZTec passará a deter 41,25% do capital total da Phaser. A EZTec também decidiu adquirir a participação de 15% que a Lindencorp tem na Ares da Praça Empreendimento Imobiliário, por R$ 13,5 milhões. Após a transação, a EZTec deterá 85% do capital da Ares da Praça. 03/10/2017
  • Unilever compra a brasileira Mãe Terra – A multinacional anglo-holandesa Unilever anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da empresa brasileira de alimentos orgânicos Mãe Terra, dona de um portfólio de 120 produtos naturais. A Mãe Terra fatura mais de R$ 100 milhões/ano e tem crescido mais de 30% ao ano nos últimos cinco anos. A empresa tem cerca de 300 funcionários e vende mais de 100 produtos integrais, 02/10/2017
  • DLD, de livro digital, é vendida para Bookwire Brasil – A DLD – empresa brasileira que distribui e comercializa os livros digitais de nove editoras – foi integralmente vendida para sua concorrente Bookwire Brasil, braço do grupo alemão que é responsável pelo conteúdo digital de 260 casas editoriais no país. O valor da transação não foi divulgado. Criada em 2010, quando a Amazon estava desembarcando no Brasil, por um grupo de editoras, a DLD reúne o conteúdo online das editoras Sextante, Record, Rocco, Planeta, L&PM, Novo Conceito, HarperCollins, Elsevier e Ediouro. Já a Bookwire Brasil tem em sua carteira os grupos editoriais Companhia das  01/10/2017
  • Oferta de seguros corporativos ganha reforço com a união da MDS Brasil e da Basic Seguros –A MDS Brasil e a Basic Seguros anunciam que estão se unindo para somar forças na oferta de produtos e serviços voltados a todos os segmentos de seguros corporativos no Brasil. Segundo os executivos de ambas as empresas, a troca de experiências e a inteligência gerada a partir do estudo detalhado de suas carteiras e suas respectivas particularidades trarão ainda mais musculatura e capacidade de penetração nos mais diversos mercados. “Há tempos estávamos amadurecendo esta ideia, por entendermos que possuímos operações complementares, e acreditarmos no enorme potencial de crescimento do mercado de seguros corporativos no Brasil. Esta união, sem dúvida alguma, nos coloca num patamar de competitividade ainda maior no que diz respeito à experiência do cliente e à oferta de produtos personalizados para clientes de todos os portes, bem como amplia o leque de serviços existentes”, explica Thiago Tristão, Diretor da MDS Brasil para o Rio de Janeiro e Nordeste 29/09/2017
  • Leilões de petróleo e gás rendem ao governo bônus de R$ 4 bilhões – Valor arrecadado surpreendeu; é 5 vezes mais do que governo esperava. O governo fez nesta quarta-feira (27) dois leilões no setor de energia para vender usinas hidrelétricas que pertenciam à Cemig e áreas de exploração de petróleo e gás. O governo colocou em leilão 287 blocos em nove bacias sedimentares do Brasil. As 20 empresas que participaram arremataram 37, só 13% do total. Mas o valor arrecadado surpreendeu: cinco vezes mais do que o governo esperava. Quase R$ 4 bilhões de bônus. ( considerou-se somente as 10 maiores transações  que responderam por 99,9% do leilão) 27/09/2017
  • Senior investe na SocialBase – A Senior, desenvolvedora de sistemas para gestão, acaba de investir na SocialBase, que fornece soluções de rede social corporativa. Com isso, a solução da SocialBase passa a fazer parte do portfólio da Senior, integrando soluções de colaboração e produtividade voltadas à gestão do capital humano. “Com a solução da SocialBase, nossos clientes passarão a contar com o que há de mais moderno em plataforma para comunicação corporativa, essencial para a transformação digital de empresas de todos os portes e segmentos”, afirma Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior. Esta é a 10ª operação da área de fusões & aquisições da Senior – que no mês passado anunciou a compra da Gôndola Sistemas, empresa de soluções para o segmento supermercadista. Já em outubro de 2016 adquiriu a Work Labs, fornecedora do sistema para gestão do relacionamento com clientes WorkCRM. Na operação atual, o investimento inicial na SocialBase é de 25%. Ao longo dos próximos três anos, a Senior tem a opção de fazer uma proposta de aquisição total.  Atualmente são 40 mil usuários em 30 clientes utilizando a solução da empresa. 29/09/2017
  • Fundo Aeroespacial investe na Aquarela – A Aquarela, de Florianópolis, recebeu um investimento do Fundo Aeroespacial – composto pelos cotistas Embraer, Finep, BNDES e Desenvolve SP. O projeto investe em empresas de tecnologia vistas com grande potencial de impacto e escalabilidade em setores como o aeronáutico, espacial, defesa, segurança e na área de integração de sistemas. A Aquarela atua com projetos de análise de dados e utiliza um sistema de inteligência artificial desenvolvido pela própria empresa: o Aquarela VORTX, oferecido no modelo de software como serviço. 29/09/2017
  • Com Luciano Huck de sócio, Madero abre maior restaurante no país – Apresentador comprou uma parte do capital acionário da rede de restaurantes. O apresentador Luciano Huck virou sócio neste mês da rede de restaurantes Madero, fundada pelo chef Junior Durski. A participação acionária dele no negócio não foi revelada, mas estima-se que seja de 5%. A rede informa que inaugura na terça-feira da próxima semana sua maior loja no país. Ficará localizada no shopping Mooca Plaza, na zona leste de São Paulo. 28/09/2017
  • Empresa mineira recebe aporte da Monsanto. A Tbit, empresa mineira de tecnologia voltada ao agronegócio, venceu o processo de seleção de startups lançado pela Monsanto. Com isso, receberá um aporte de R$ 1 milhão, além de apoio para o desenvolvimento de novos negócios da subsidiária brasileira da multinacional americana.  O processo de seleção de startups foi lançado no ano passado pela Monsanto, em parceria com a Microsoft e o fundo BR Startups, e recebeu 74 propostas. A Tbit foi escolhida por oferecer uma solução com base em inteligência artificial que dispensa os processos manuais e químicos de análise de qualidade de sementes e grãos na indústria. A substituição do atual modelo de qualificação de grãos – uma análise humana e, portanto, alvo de subjetividades – é uma demanda habitual de produtores rurais.  28/09/2017
  • Do Louvre aos hospitais. O grupo francês Onet, empresa de serviços responsável pela manutenção e segurança no Museu do Louvre, adquiriu 70% da Centro Serviços, de limpeza. É a sua segunda compra em menos de um ano – adquiriu a empresa SM21 . A companhia ainda vai incorporar mais empresas. A Centro Serviços, que foi adquirida, possui cerca de 7.000 funcionários. 28/09/2017
  • 3corações está perto de concluir compra da Toko, de Minas – O Grupo 3corações, empresa da São Miguel Holding e da israelense Strauss, está prestes a concluir mais uma aquisição no segmento de café. Pedro Lima, presidente da empresa, disse ao Valor que a transação para comprar a marca Toko, de Juiz de Fora (MG), está em fase final. Será a segunda aquisição da empresa neste ano – em maio, o grupo arrematou em leilão a tradicional marca pernambucana Cirol e está investindo, de imediato, R$ 20 milhões para trazê-la de volta ao mercado. Lima não informou o valor da transação com a Toko.  .. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não reconheceu ato de concentração na compra pelo grupo 3Corações das marcas “Toko” e “Café Toko”, pertencentes à Toko Logística e Distribuição, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20). 20/09/2017
  • Magazine Luiza capta R$ 1,56 bi em semana concorrida de oferta de ações – Em uma semana bastante concorrida para as ofertas de ações na América Latina, o Magazine Luiza concluiu ontem a venda de R$ 1,56 bilhão em papéis. A varejista fixou o preço da ação em R$ 65, com um desconto de cerca de 4,8% em relação à cotação de fechamento ontem. Cerca de metade das ações foi comprada por investidores estrangeiros, o que trouxe para a base acionária do Magazine Luiza fundos de tecnologia, um perfil que a companhia pretendia atrair. 28/09/2017
  • Engie leva hidrelétrica Jaguara no leilão da Cemig, com lance de R$ 2,17 bi. A Engie conquistou a concessão da usina Jaguara, ao oferecer um lance de R$ 2,171 bilhões, o que corresponde a ágio de 13,59% em relação ao valor mínimo de outorga estabelecido para o ativo, de R$ 1,911 bilhão. O lance no leilão de usinas da Cemig superou a proposta da concorrente Enel, que ofereceu R$ 1,917 bilhão para ficar com a usina, o que corresponde a um ágio de 0,34%.  A hidrelétrica Jaguara é localizada no Rio Grande, entre os estados de Minas Gerais e São Paulo, e possui 424 MW de potência. 27/09/2017
  • Chinesa SPIC arremata usina de São Simão em leilão por R$7,18 bi – A chinesa State Power Investment Corp. (SPIC) venceu a disputa pelo lote A do leilão de hidrelétricas promovido pelo governo federal nesta quarta-feira, ao oferecer um pagamento de bônus de outorga de 7,18 bilhões de reais à União pela usina de São Simão, com um ágio de 6,5 por cento em relação ao bônus mínimo definido para a licitação. A hidrelétrica de São Simão, a maior das oferecidas no certame, tem 1.710 megawatts em capacidade. 27/09/2017
  • Italiana Enel arremata usina de Volta Grande em leilão por R$1,4 bi – A italiana Enel venceu a disputa pelo lote D do leilão de hidrelétricas promovido pelo governo federal nesta quarta-feira, ao oferecer um pagamento de bônus de outorga de 1,419 bilhão de reais à União pela usina de Volta Grande, com um ágio de 9,84 por cento em relação ao bônus mínimo definido para a licitação. A hidrelétrica de Volta Grande, a menor do certame, tem 380 megawatts em capacidade.  27/09/2017
  • No leilão da Cemig, Engie leva Miranda ao oferecer R$ 1,38 bi de outorga – A Engie também conquistou a usina Miranda em leilão de concessão de usinas atualmente operadas pela Cemig realizado nesta quarta-feira, 27 na B3. A companhia ofereceu uma proposta de R$ 1,38 bilhão de outorga pela hidrelétrica, o que corresponde a um ágio de 22,42% em relação ao valor mínimo de outorga, de R$ 1,11 bilhão. Miranda está localizada no Rio Araguari, em Minas Gerais, e possui 408 MW de potência.  27/09/2017
  • New Fortress Energy adquire projeto de térmica a gás da Bolognesi – A New Fortress Energy (NFE), empresa de energia da gestora de investimentos Fortress Investment Group, anunciou nesta terça-feira, 26, que acertou a compra de um projeto termelétrico a gás natural liquefeito (GNL) no Rio Grande do Sul, associado a um terminal de GNL, da Bolognesi Energia. O valor da transação não foi informado. A operação ainda está sujeita a aprovações regulatórias. O projeto compreende um terminal de importação de GNL localizado no porto de Rio Grande, que terá uma unidade de regaseificação flutuante e uma unidade de armazenamento, conectados com uma usina térmica de ciclo combinado de cerca de 1,3 gigawatts (GW), a ser construída no local. A energia a ser gerada por essa térmica foi vendida em um leilão A-5 realizado em 2014, com início de fornecimento previsto para 2019. 27/09/2017
  • Kaszek Venture investe na Liv Up – O fundo Kaszek Venture investiu R$ 5 milhões na Liv Up, que vende refeições ultracongeladas com ingredientes orgânicos. É a terceira rodada de aportes que a start-up atravessa…. 27/09/2017
  • Camil precifica IPO em R$9 por ação e movimenta R$1,32 bi com operação – A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Camil foi precificada a 9 reais por ação, movimentando um total de 1,32 bilhão de reais, segundo dados do site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nesta terça-feira. O valor por ação ficou abaixo do piso da faixa indicativa inicial para a operação, de 10,50 a 13 reais por papel…26/09/2017

RELATÓRIOS – DESTAQUES DA SEMANA

 

Fonte:

Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES

http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br/2017/10/fusoes-e-aquisicoes-destaques-da-semana.html