Cotonicultura orgânica terá aplicativo para smartphone

Cotonicultura orgânica terá aplicativo para smartphone
Interface do aplicativo - Foto: Divulgação

Interface do aplicativo – Foto: Divulgação

Um aplicativo para smartphones ajudará agricultores familiares na identificação, controle e monitoramento de pragas no cultivo do algodoeiro.

O App, batizado de “SobControle” foi desenvolvido por um grupo interinstitucional e multidisciplinar composto por pesquisadores e técnicos da Embrapa, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e do Instituto C&A. Segundo o pesquisador Fábio Aquino de Albuquerque, o diferencial do aplicativo é o envio de alertas e recomendações sobre o manejo orgânico do algodão. “A ideia facilitar a troca de conhecimento e de experiências entre os agricultores e agricultoras, especialmente no que diz respeito às técnicas de manejo orgânico ou agroecológico”, afirma.

“O que estamos buscando é que esse tipo de aplicativo possa diminuir ao máximo a intervenção humana, potencializando as técnicas de manejo e os processos de transferência de conhecimento e de tecnologia entre os nossos pesquisadores e técnicos, e os agricultores que estão na ponta dessa cadeia de produção”, comenta Liv Soares, chefe-geral da Embrapa Algodão.

Monitoramento

O App SobControle foi projetado para auxiliar os cotonicultores principalmente no monitoramento de pragas e numa possível tomada de decisão sobre a escolha do manejo mais adequado para controlar as infestações. O software possui ferramentas de georreferenciamento e utilizará aplicativos de internet já consagrados como o Google Maps.

Inicialmente, SobControle poderá ser usado por cerca de 800 famílias de agricultores do Nordeste, apoiando um projeto de produção do algodão agroecológico que a Embrapa Algodão, em parceria com o Instituto C&A e a Ong Diaconia já vem desenvolvendo nos Sertões do Pajeú e do Araripe (PE), Sertão do Cariri (PB), Serra da Capivara (PI), Sertão do Apodi (RN), Alto Sertão de Alagoas e Alto Sertão de Sergipe, além dos Sertões dos Inhamuns/Crateús e Central, no Ceará.

“São agricultores familiares que montaram, com orientação da Embrapa, os Organismos Participativos de Avaliação de Conformidade Orgânica (OPACs), e que já estão certificados e podem emitir o selo de produto orgânico. Queremos criar uma rede entre essas organizações para expandir a produção do algodão agroecológico ao longo de todo o projeto”, complementa Fábio Santiago, engenheiro agrícola, coordenador do programa na ONG Diaconia, parceira da Embrapa nesta ação.

 

 Dalmo Oliveira, da Embrapa Algodão